O ano de 2022 terá 33% a menos de verba para as políticas destinadas às mulheres

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O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandado por Damares Alves, terá um corte de orçamento de 33% nas políticas destinadas a mulheres em 2022. Os dados foram levantados pelo Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos. O plano orçamentário do governo para o ano que vem já foi elaborado e está em tramitação no Congresso, aguardando aprovação.

A provável causa dessa queda de recurso é a falta de investimento do MMFDH em políticas públicas na área nos últimos anos, mesmo com dinheiro disponível, a ponto de o Ministério Público Federal ter aberto um inquérito, em outubro deste ano, para investigar a baixa execução do orçamento.

No início deste ano a ministra havia anunciado que aumentaria o trabalho na proteção pelas mulheres mas, ainda sim, o investimento foi baixo.

“Diria que há má gestão. Quando um ministério passa vários anos sem gastar o que tem, o que vem acontecendo com o MDH, a tendência é que os gestores do orçamento repassem menos recursos. Por que vai dar R$ 100 milhões se só gasta R$ 20 milhões?”,

explica Carmela Zigoni, doutora em antropologia social e assessora política do Inesc, que monitora os gastos da pasta de Damares na área.

Já a Casa da Mulher Brasileira terá corte de 70% em 2022, pois esse ano já havia recebido 5% da verba proposta. Essa área foi a que mais sofreu com a falta de verba, tanto em 2021 quanto na previsão orçamentária para 2022, o menor, desde que a área passou a ser uma secretaria, em 2015.

Esse projeto foi criado para oferecer diversos tipos de atendimento às vítimas de violência doméstica, como apoio psicológico, jurídico e policial, mas atualmente só há 8 unidades no país. Prometeram que mais 22 unidades serão entregues em 2022, além da unidade de Uberaba (MG) que deveria ter sido entregue em dezembro/2021.

Em nota, a prefeitura de Uberaba informou que “o município está em tratativas com o governo federal para a efetivação do convênio” e que “não há previsão de Casa da Mulher Brasileira iniciará as atividades” na cidade.

Neste ano, dos R$ 21 milhões autorizados para serem gastos, apenas R$ 1 milhão foi investido, representando 5% do total da verba disponível. Em 2022, a verba disponível deve cair drasticamente, passando para R$ 6 milhões. É um corte de 70%.

Fonte: uol

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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