Estudo: 33,1 milhões de brasileiros não têm o que comer

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A Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN) divulgou que, além desses 31,1 milhões que passam fome, outros 58,7% estão em estado de insegurança alimentar.

Batizado de “Insegurança Alimentar e Covid no Brasil”, os Dados apresentados no estudo apontam que em 2022 14 milhões de novos brasileiros entraram em situação de fome. Segundo a pesquisa, mais da metade dos brasileiros (58,7%) convivem com a insegurança alimentar em alguma classificação. Com esses números, o País regrediu a um patamar semelhante ao da década de 1990.

“A pandemia surge neste contexto de aumento da pobreza e da miséria, e traz ainda mais desamparo e sofrimento. Os caminhos escolhidos para a política econômica e a gestão inconsequente da pandemia só poderiam levar ao aumento ainda mais escandaloso da desigualdade social e da fome no nosso país”,

aponta Ana Maria Segall, médica epidemiologista e pesquisadora da Rede PENSSAN.

Para se ter uma ideia dos critérios adotados pela pesquisa, o termo segurança alimentar é identificado quando a pessoa não consegue ingerir de forma regular e permanente alimentos. Além disso, foram divididos em três níveis:

Leve: Incerteza quanto ao acesso a alimentos em um futuro próximo e/ ou quando a qualidade da alimentação já está comprometida

Moderada: Quantidade insuficiente de alimentos

Grave: Privação no consumo dos alimentos e fome

Negros e pardos são mais afetados

Outro dado alarmante registrado no estudo são nos lares onde a referência são pessoas que se autodeclaram petras ou pardas. Em apenas 35 % dos locais nos quais os responsáveis são de raça/cor preta existe segurança alimentar, os outros 65% sofrem com restrição de alimentos. Em comparação com lares onde os responsáveis se autodeclaram brancos, a segurança alimentar está presente em 53,2%.

Nos recortes das análises da pesquisa, os lares comandados por mulheres também são vítimas da insegurança alimentar. Conforme descrito, 6 em cada 10 lares chefiados por mulheres sofrem de insegurança alimentar. Com isso, as crianças que, são dependentes, sofrem de forma geral e comprometem sua evolução com a falta de acesso a alimentos.

Executada pelo Instituto Vox Populi, a pesquisa contou com pesquisadores, professores, estudantes e profissionais. Além disso, a iniciativa teve como parceiros a Ação da Cidadania, a ActionAid, a Fundação Friedrich Ebert Brasil, o Ibirapitanga, a Oxfam Brasil e o Sesc São Paulo. Os dados foram coletados entre novembro de 2021 e abril de 2022 com entrevistas em 12.745 domicílios, em áreas urbanas e rurais de 577 municípios, distribuídos nos 26 estados e no Distrito Federal.

Fonte: MSN

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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