Eleições 2022: eleitorado feminino rejeita votar em aliados de Bolsonaro

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Não é apenas o presidente Jair Bolsonaro (PL) quem tem dificuldade de conquistar apoio no eleitorado feminino, segmento que corresponde à maioria da população brasileira. Nos estados, ao menos oito candidatos a governador aliados do presidente também têm desempenho pior, ainda que em menor grau, entre as eleitoras. Nesse grupo, quatro aparecem atrás nas pesquisas. É o que revela um levantamento do GLOBO com base nas últimas pesquisas Ipec e Datafolha divulgadas esta semana.

O efeito se intensifica quanto maior a afinidade do candidato com o discurso bolsonarista ou sua associação ao presidente. O caso mais emblemático é o de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo. Apoiado por Bolsonaro e atrás de Fernando Haddad (PT) na corrida, o ex-ministro chega a atingir 28% e 27% dos votos entre homens, segundo Ipec e Datafolha respectivamente, mas entre as mulheres marca apenas 18% nas duas pesquisas.

A situação de Tarcísio com o público feminino ficou ainda mais delicada com os ataques de seu ex-aliado e deputado Douglas Garcia (Republicanos) à jornalista Vera Magalhães, o que foi amplamente explorado pelas campanhas de Haddad e Garcia. Para tentar melhorar seu desempenho com as mulheres, o ex-ministro bolsonarista incluiu sua esposa no programa de televisão e prometeu, no último debate do SBT, criar uma secretaria de política para as mulheres.

No Rio Grande do Sul, Onyx Lorenzoni (PL), que está em segundo nas pesquisas, apareceu na sondagem divulgada em 15 de setembro com 13 pontos a menos entre as mulheres, segmento em que marcava apenas 20% das intenções de votos. Entre os homens, no qual chegou a 33%, Lorenzoni estava empatado com seu principal rival, o líder nas pesquisas Eduardo Leite (PSDB), que também tem 33% nesse estrato. É entre as mulheres que o tucano consegue se descolar do bolsonarista. Entre elas, o ex-governador marcou 43% dos votos. O detalhamento da pesquisa mais recente para o estado, divulgada na segunda-feira, ainda não foi publicado pelo Ipec.

Recém-convertido ao bolsonarismo, Fernando Collor (PTB) é outro com desempenho pior entre as mulheres. Na disputa para o governo de Alagoas, tem 25% dos votos masculinos, contra apenas 15% no eleitorado feminino. O mesmo é observado no comportamento dos eleitores de Anderson Ferreira (PL), em Pernambuco, que tem 7% entre as mulheres e vai a 14% entre os homens.

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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