Inconformados com democracia, bolsonaristas vão para a frente de quartéis em 10 estados e no DF pedem intervenção militar

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Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) fazem manifestações em frente a prédios militares em pelo menos nove estados e o Distrito Federal nesta quarta-feira. Os protestos ocorrem enquanto a PRF (Polícia Rodoviária Federal) ainda registra 156 bloqueios em estradas pelo país.

Há registro de atos na Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo. Os manifestantes contestam a vitória do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último domingo e pedem intervenção militar.

Os protestos se somam aos bloqueios em rodovias federais que ocorrem desde o último domingo à noite, horas após a divulgação do resultado das urnas. No dia seguinte, manifestantes começaram a mobilizar também os atos em quarteis, que se avolumaram a partir de ontem (1) à noite.

A maioria dos protestos ocorre em grandes capitais: Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife e Florianópolis. Mas também há registro de atos em cidades do interior, como Mossoró (RN), Uberlândia (MG) e Araras (SP).

Vestidas de verde-amarelo, milhares de pessoas pedem “intervenção federal” em frente ao Comando Militar do Sudeste, na região do Ibirapuera, em São Paulo. Por volta das 11h, manifestantes tomavam as duas faixas da av. Sargento Mário Kozel Filho. Quase duas horas depois, já ocupavam parte da av. Pedro Álvares Cabral. A Secretaria de Segurança Pública paulista informou que não há balanço de quantas pessoas participam da manifestação, mas destacou que ali fica o único ponto de manifestação na capital paulista.

Os bolsonaristas puxavam gritos de “Fora PT” e “intervenção federal”. A multidão que se reúne na região do Ibirapuera pede provas da lisura do processo eleitoral e defende uma intervenção ora “militar” ora “federal” baseada equivocadamente no artigo 142, que trata sobre as atribuições das Forças Armadas. Em nenhum dos artigos da Constituição, no entanto, há brecha para qualquer ação que altere a decisão tomada nas urnas.

No centro do Rio

Um grupo de bolsonaristas ocupa a praça em frente ao Comando Militar do Leste (CML) e uma faixa da avenida Presidente Vargas, principal via do Rio de Janeiro. O ato é acompanhando por agentes da Guarda Municipal e pela Polícia Militar. Questionada, a PM afirmou que não faria estimativa da quantidade de pessoas presentes.

O grupo se reúne em frente ao Palácio Duque de Caxias, sede organizacional das Forças Armadas que abrange Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Os manifestantes chegaram ao local por volta das 8h com faixas e cartazes por “intervenção militar” e bandeiras do Brasil.

“Temos o artigo 142, mas sabemos que para ele ser colocado em prática precisaria passar pelo Congresso. O outro lado vai acabar com a gente. Não queremos virar Venezuela. Militares nos ajudem. Todo poder emana do povo”,

diz uma das organizadores do ato. Sob gritos de “eu autorizo”, ofensas a Lula e entoando hinos militares e religiosos, o grupo protesta sob chuva fina.

Na zona oeste do Rio

Cerca de 500 pessoas se reúnem na manhã desta quarta diante do Comando da Primeira Divisão de Exército, na Vila Militar (zona oeste) para pedir intervenção militar.

A maioria dos manifestantes usa camisa da seleção brasileira e ostenta bandeiras do Brasil. A reportagem contou duas faixas e quatro cartazes pedindo intervenção militar. O grupo alterna cantos e coros – o hino nacional é repetido com frequência, e às vezes interrompido por coros como ”a nossa bandeira jamais será vermelha” e “sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”.

Um homem usa um megafone para pedir intervenção militar:

“O povo conclama, o povo exige. Só as Forças Armadas podem salvar o Brasil”, disse à reportagem, sem se identificar.

Os militares em serviço observam a manifestação e pedem aos manifestantes que se concentrem numa calçada.

“Minha mulher está doente e pediu que eu ficasse com ela, mas hoje não dá, eu tinha que vir aqui. É questão de vida ou morte para o Brasil”, afirmou um manifestante que se identificou apenas como João, militar reformado de 63 anos.

Fonte: msn / Uol

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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