Fênix, o time indígena do Mato Grosso formado só com LGBTs e que tem sua própria Neimar

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Na Terra Indígena Meruri, no interior do Mato Grosso, indígenas se reúnem frequentemente para um ritual bastante familiar à maioria dos brasileiros: jogar bola. Mais do que combater estereótipos frequentemente associados aos indígenas, o futebol ali faz parte de uma luta contra os preconceitos de gênero. Isso porque o Fênix é um time formado exclusivamente por indígenas LGBTQIA+ e vem ganhando destaque tanto pela representatividade quanto pela performance em campo.

fenix futebol clube

Arquivo Pessoal

O time Fênix foi criado por Brenda Boe e Neimar Boe. As duas sonhavam em inicar um time, mas tudo parou quando Brenda morreu em maio de 2020. Sua morte e a falta de integrantes para completar uma equipe levaram ao engavetamento do projeto. No ano seguinte, porém, em um evento na aldeia Meruri o interesse pela criação de um time de futebol LGBTQIA+ foi retomado.

“Vieram indígenas de outras aldeias para a festa, todos do povo Boe, entre os quais outras pessoas gays e trans, e isso nos animou”, contextualiza Neimar Boe, que aos 25 anos é mestra em Antropologia Social, capitã, zagueira e fundadora do Fênix.

A primeira partida aconteceu em fevereiro de 2021. O placar final ficou em 11 a 3 para o Fênix. A vitória oficializou a fundação do time e trouxe novos desafiantes. A partir daí o time conquistou uma torcida, composta majoritariamente por mulheres.

Para a capitã, é clara a diferença entre os jogos partilhados exclusivamente entre homens cisgêneros e os que enfrentam o Fênix:

“Percebi que, dentro de campo, homens perderem para homens é mais tranquilo, mais natural. Quando nós ganhamos deles, parece que não pode. Eles acham que somos pessoas mais frágeis, fracas. Mas nosso jogo não tem a ver com a nossa sexualidade, vai muito além, e as partidas ajudam a quebrar preconceitos”.

 

Fonte: terra

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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