Cura da AIDS. Unifesp consegue eliminar o vírus de um paciente. É o 3° caso no mundo

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Enquanto todos nós estamos focados na cura para a Covid-19, vários pesquisadores estão dedicados à pesquisa sobre o HIV, vírus que ainda mata muita gente no mundo.

É o caso de um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que afirma ter conseguido eliminar o HIV do organismo de um paciente. Trata-se do primeiro caso de um soropositivo que, após ser submetido a um tratamento com um coquetel intensificado de vários remédios, entrou em remissão, como informa o DW. Outros dois pacientes no mundo conseguiram o mesmo resultado, mas não apenas com tratamento farmacológico e sim tendo passado por um arriscado transplante de medula.

Durante 48 semanas (11 meses), o paciente fez um tratamento intensivo que consistiu de terapia antirretroviral reforçada com outras substâncias mais um medicamento chamado nicotinamida. Após 57 semanas (13 meses) sem receber o coquetel e fazendo exames regulares, o vírus não foi mais reconhecido pelo organismo dele.

O coordenador do estudo na Unifesp, o infectologista Ricardo Sobhie Diaz, garante que o paciente está livre do vírus HIV:

“O significado para mim é que tínhamos um paciente em tratamento, e agora ele está controlando o vírus sem tratamento. Não conseguimos mais detectar o vírus [em seu organismo], e ele está perdendo a resposta específica ao vírus – se você não possui anticorpos, então não possui antígenos“.

Apesar do excelente resultado do tratamento com esse paciente específico, outros não apresentaram a mesma resposta positiva. Isso significa que o experimento, ainda em fase preliminar, talvez não possa ser reproduzido.

O paciente brasileiro entra na lista do terceiro infectado pelo HIV que se vê livre do vírus, que ainda mata milhões de pessoas em todo o mundo.

Segundo a ONU, 1,7 milhão de pessoas contraíram HIV em 2019 e cerca de 40 milhões convivem com o vírus.

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É doutora em Estudos de Linguagem, já foi professora de português e espanhol, adora ler e escrever, interessa-se pela temática ambiental e, por isso, escreve para o GreenMe desde 2015.
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