Do chá alucinógeno dos xamãs, à substância que pode revolucionar o tratamento de Parkinson e Alzheimer

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Um estudo mostrou que a dimetiltriptamina ou DMT, um dos principais componentes naturais da ayahuasca, um chá alucinógeno usado como remédio espiritual pelos nativos da Amazônia, promove a formação de novas células nervosas. Uma descoberta definida como “um grande potencial terapêutico” para o tratamento, por exemplo, de doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson.

A ayahuasca é uma bebida sul-americana comumente usada pelas tribos amazônicas e andinas, produzida pela mistura de duas plantas amazônicas: a videira ayahuasca (Banisteriopsis caapi) e o arbusto da chacruna (Psychotria viridis). O DMT, um componente natural do chá de ayahuasca amazônico, se liga ao receptor de serotonina do cérebro (5-HT), o que aumenta seu efeito alucinógeno. Neste estudo, o receptor foi alterado para um receptor do tipo sigma que não tem esse efeito, “facilitando muito sua futura administração aos pacientes”.

As doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, são caracterizadas pela perda de células nervosas ou neurônios. Embora os humanos tenham a capacidade de gerar novos neurônios, esse processo depende de vários fatores e nem sempre é possível.

 “O desafio é ativar nossa capacidade latente de formar neurônios e, em seguida, substituir os neurônios que morrem da doença”, disse José Ángel Morales, PhD, pesquisador do CIBERNED e principal autor do estudo, em um comunicado à imprensa.

 A pesquisa realizada pela Universidade Complutense de Madrid (UCM) e publicada na revista Translational Psychiatry da Nature, foi realizada tanto in vivo, em camundongos, mas também in vitro, em células cultivadas em laboratório, demonstrando como os sujeitos tratados com esta substância mostraram “maior capacidade cognitiva”.

 “O DMT presente na infusão de ayahuasca promove a neurogênese, estimulando a expansão das populações progenitoras neurais e induzindo a diferenciação dessas [células-tronco neurais]. Além disso, a estimulação neurogênica observada após o tratamento com DMT se correlaciona com uma melhora no aprendizado espacial e tarefas de memória”, escreveram os pesquisadores.

 “Esta capacidade de modular a plasticidade cerebral sugere que ele tem grande potencial terapêutico para uma ampla gama de distúrbios psiquiátricos e neurológicos, incluindo doenças neurodegenerativas”, concluiu Morales.

Nos últimos anos, outro estudo da Nature conduzido em voluntários mostrou que a ayahuasca também era particularmente útil no tratamento da depressão.

Fontes: Comunicado de imprensa Nature / UCM

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