Novo estudo faz descoberta sobre a endometriose

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A endometriose atinge uma em cada dez mulheres em todo o mundo. Mas agora um novo estudo identificou o gene responsável pela doença e a proteína que causa a inflamação

Cerca de 10% da população feminina mundial sofre de endometriose: é uma condição que aflige a mulher fértil (muitas vezes desde a primeira menstruação) e que pode durar até a menopausa, e consiste na presença do endométrio (uma membrana mucosa que normalmente cobre exclusivamente a cavidade uterina) fora do útero.

As causas desse distúrbio ainda não são claras: uma das hipóteses mais acreditadas é a passagem, causada pelas contrações uterinas que ocorrem durante a menstruação, de fragmentos do endométrio do útero para as trompas e destas para o abdome. As consequências são, em primeiro lugar, fortes dores menstruais, associadas à fadiga e à hipertermia; dor e desconforto também são sentidos durante a relação sexual. Finalmente, a endometriose causa subinf ertilidade ou infertilidade em cerca de 40% das mulheres afetadas.

No momento não existem curas eficazes para esta patologia, senão tratamentos hormonais que visam melhorar a qualidade de vida da mulher e reduzir o sofrimento: a ‘pílula’ contraceptiva é muitas vezes administrada com o único propósito de prevenir a ovulação e a menstruação, mas isso e outros tratamentos nada mais são do que paliativos que nem sempre funcionam.

Um estudo recente, no entanto, pode levar a novos desenvolvimentos neste campo, abrindo caminho para novos tratamentos para este distúrbio. Na verdade, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Oxford descobriu que existem variações no gene que produz a proteína receptora de neuropeptídeo S 1 (NPSR1) entre mulheres com endometriose e aquelas que não sofrem do distúrbio: essa proteína tem um papel fundamental na transmissão de sinais nervosos e inflamação.

O estudo, que visa compreender quais são as causas genéticas por trás do distúrbio, durou várias décadas. Os pesquisadores começaram por acreditar que a endometriose era uma doença transmitida exclusivamente hereditária, de mãe para filha – mas não é o caso: apenas 50% dos casos de endometriose são familiares, enquanto nos demais casos a doença é afetada por muitos fatores – como poluição, meio ambiente, composição genética e estilo de vida.

Em seguida, os pesquisadores testaram em células em laboratório se a interrupção da atividade do gene NPSR1 poderia ter algum efeito sobre a inflamação relacionada à endometriose: ao interromper a atividade do gene dentro das células do sistema imunológico, elas se tornaram menos reativas e produziram menos da proteína que normalmente leva à inflamação . Isso significaria menos dor e menos sofrimento para os pacientes.

No entanto, esses são tratamentos experimentais conduzidos em laboratório e ainda não podem ser usados ​​em humanos. A próxima etapa da pesquisa será condensar essa importante descoberta em um medicamento que iniba a atividade do gene NPSR1 e verificar sua eficácia na redução dos sintomas da endometriose.

Fonte: Ciência / Ministério da Saúde da Itália

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