Afinal, pode misturar vacinas contra a Covid-19?

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Com a falta de vacina da Oxford/AstraZeneca em vários estados brasileiros, essa semana o governo anunciou que passaria a dar a segunda dose da vacina Pfizer para quem havia tomado a primeira dose da AstraZeneca contra a Covid-19. Apesar de já terem chegado 450 mil doses da AstraZeneca a São Paulo, ainda não é o suficiente para suprir as necessidades do estado.

Combinar a primeira dose de uma vacina com a segunda de outra é chamado de “esquema heterólogo”. Isso não se aplica somente a imunizantes de produtores diferentes, mas também a plataformas e tecnologias diferentes.

Por exemplo, a AstraZeneca, produzida pela Fiocruz utiliza um vetor viral, que é um vírus de um resfriado que costuma infectar macacos, mas modificado para carregar um pedaço do Sars-CoV2 e apresenta-lo ao nosso sistema imunológico. Por outro lado, a vacina da Pfizer é à base de RNA mensageiro, molécula que já conta à nossa defesa qual é o inimigo e dá a sua identidade genética.

Essa mistura de vacinas pode assustar muita gente, que se perguntou se seria eficiente ou se faria mal. Essa dúvida se agravou quando muitas pessoas foram pegas de surpresa e tiveram que assinar um termo de concordância (determinação que já foi derrubada).

No termo em questão, a pessoa teria que concordar com a troca da vacina e ainda assinar que “tendo realizado a avaliação de risco e benefício para a vacinação de covid-19.” Isso era bem estranho, já que as pessoas não podem avaliar os riscos e benefícios. Que riscos e benefícios? Alguém contou?

Mas fique tranquilo. A verdade é que essa troca de imunizantes não faz mal. Muito pelo contrário, os estudos apresentados pela XXIII Jornada Nacional de Imunizações, apontam que pode até aumentar a resposta imunológica.

“O assunto dos esquemas heterólogos não poderia faltar na programação do evento”, explica Juarez Cunha. “Desde o início, já tínhamos a intuição de que, mais dia, menos dia, eles seriam necessários. Afinal, em uma pandemia, sempre haveria o risco de escassez de doses de um ou de outro imunizante’.

Por enquanto, misturar vacinas diferentes será válido somente em último caso. Mas se a dupla AstraZenica e Pfizer der certo, por que não adotar esse procedimento?

Porque ainda não há estudos suficientes para sua eficácia e efeitos a longo prazo.

De qualquer forma, o importante é sabermos que, em caso de vacinas de duas doses, é preferível trocar de imunizante, se necessário, do que não tomar a segunda dose. E isso já é o suficiente.

Fonte: uol

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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