Você conhece a Síndrome de Alice no País das Maravilhas?

Condividi su Whatsapp Condividi su Linkedin

Alice no País das Maravilhas não é só um livro que virou filme. Muito mais do que isso, ela é uma condição rara que provoca alucinações e distorções na percepção do tempo e espaço. Bem parecido com o que acontece no filme, não?

O nome dado a essa condição médica foi inspirado exatamente em uma das passagens mais assustadoras da obra de Lewis Carroll, autor desse clássico da literatura. O livro sempre foi conhecido por ser lúdico e até um preferido das crianças, mas ao mesmo tempo possui passagens obscuras.

A síndrome

Originalmente foi descrita em 1955 pelo psiquiatra inglês John Todd que, leitor e fã de Lewis Carroll, propôs que a chamassem de Síndrome de Alice no País das Maravilhas.

O principal sintoma da condição neuropsicológica chamada de Síndrome de Alice no País das Maravilhas é a dismetropsia, ou seja, uma alteração na percepção do tamanho do seu próprio corpo e dos objetos ao seu redor. Outros sintomas podem ser as horas parecerem passar muito devagar, assim como ocorre com experiências influenciadas pela droga LSD

Mais comum em crianças, a síndrome faz com que as pessoas achem que partes do seu corpo são maiores ou menores do que realmente são. As causas ainda não foram definidas, mas estudos mostram que algumas delas podem ser a doença de Lyme, a monocleose ou fortes pancadas na cabeça. Recentemente também foi percebido que AVC e Zika são fatores que podem causar episódios relacionados à síndrome.

A síndrome é bem rara, com pouco mais de 200 casos registrados no mundo.

“Os fatos sobre a Síndrome de Alice no País das Maravilhas (SAPM) são bastante ambíguos e poucos médicos conhecem a doença…a condição não tem tratamento efetivo e provado, mas existem métodos para tentar reduzir os efeitos da condição. Casos crônicos de SAPM são raros, mas não há tratamento e há a esperança que possam desaparecer com o tempo…”, afirma Anne Weissenstein, pediatra, em artigo no Journal of Pediatric Neurology.

De fato, a maioria dos casos realmente somente com o tempo. São alucinações rápidas que, apesar de não perigosas, causam ansiedade e pânico nos pacientes.

Alice e a Psicologia

Veja o diálogo entre Alice e o Chapeleiro:

ALICE: Chapeleiro, você me acha louca?
CHAPELEIRO: Louca, Louquinha! Mas vou te contar um segredo: as melhores pessoas são.

A obra inspira pesquisadores neurocientistas a contarem o que ela pode nos ensinar sobre o cérebro humano. Alison Gopnik, professora de psicologia na Universidade da Califórnia, Berkeley, afirma que Carroll explorou inúmeras possibilidades sobre a continuidade do self. O termo “self”, ou “si mesmo”, foi muito popular nas teorias de Carl Gustav Jung, célebre psiquiatra suíço. Para ele, self é a totalidade do homem, uma imagem arquetípica do potencial mais pleno dele.

autor de “Alice no País das Maravilhas” tratou da memória, linguagem, consciência, inconsciência e sonho, temas que pertencem à base de estudos da psicologia.

Será que o autor se inspirou em alguém com essa condição? Ou será que foi nele mesmo?

Fonte: msn/telavita

Condividi su Whatsapp Condividi su Linkedin
Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
Você está no Pinterest?

As fotos mais bonitas sempre contigo!

Você está no Facebook?

Curta as mais belas fotos, dicas e notícias!

Siga no Facebook
Siga no Pinterest