Ministério da Saúde não está certificando quem tomou a combinação de AstraZeneca e Pfizer

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Se você tomou doses diferentes de vacinas na 1ª e2a doses, pode ter problemas para sair do do país e, dependendo da região, até para frequentar lugares públicos. Isso porque as pessoas que receberam doses de marcas diferentes para a Covid-19, a chamada vacinação heteróloga, estão com dificuldade para conseguir o certificado emitido pelo Ministério da Saúde. O documento teria de ser oferecido também para quem recebeu uma dose de AstraZeneca e outra de Pfizer, já que a prática é recomendada por especialistas e está prevista pela norma técnica 6 do Ministério da Saúde. Até agora o governo não explicou o motivo da decisão.

Esse documento é imprescindível para viagens a outros países e também em várias cidades, que tornaram sua apresentação obrigatória em show, restaurantes e outros lugares públicos.

O Ministério da Saúde informou que o certificado do ConecteSUS é disponibilizado para quem concluiu o esquema vacinal com duas doses ou dose única. No entanto, completou que “para quem concluiu o esquema vacinal com doses de vacinas diferentes (intercambialidade das vacinas contra covid-19) não é permitido a emissão do certificado de vacinação pelo aplicativo“.

“Recebi a vacina heteróloga no Rio. Ambas as doses já estão corretamente lançadas no ConecteSUS, mas somente a carteira de vacinação é emitida. O certificado de vacinação, aquele que tem tradução para inglês e espanhol, não aparece disponível”

Explica a economista Katia Freitas, de 42 anos. Ela foi vacinada com a 1ª dose de AstraZeneca e com a 2ª da Pfizer.

O caso é parecido com o de Marília Fonseca, de 58 anos.

Não consigo emitir o certificado de vacinação no aplicativo, nem mesmo na página do ConecteSUS, simplesmente porque essa funcionalidade não está disponível para mim. Mesmo tendo as duas doses registradas.

 

Em alguns casos, os problemas estão relacionados à falta de registro pelos postos de saúde. Aline Duarte está passando por esse problema.

“Como a Astrazeneca estava em falta no Rio, eu sabia da possibilidade de só ter a Pfizer no posto. Pesquisei bem na internet para ver se haveria restrições quanto a isso no exterior, mas percebi que muitos países europeus estavam adotando essa intercambialidade vacinal”, explica Aline. “Então, não me preocupei, até porque não sou ‘sommelier’ de vacina e acredito que a gente tem de tomar a que estiver disponível no posto”, acrescenta.

 

Mesmo após toda a pesquisa, Aline não conseguiu ainda o certificado que a habilita a entrar na França, país onde pretende comemorar seus 20 anos de casamento.

 

Muitas pessoas também estão enfrentando dificuldade mesmo com as duas doses da mesma vacina. Acessam o aplicativo do Conecte SUS e a segunda dose não aparece.

Já outros, como o jornalista Francisco Luz, enfrentam algo ainda mais inusitado: aparece a segunda dose mas não aparece a primeira.

O pior dos casos ainda é a não emissão do certificado para as doses híbridas. Como aprovam essa tática e depois não emitem o certificado sem explicar antes tudo o que implicaria? Não criticavam os Sommeliers de vacina? Não diziam que deveríamos tomar a vacina que estivesse disponível e que poderíamos sim tomar a dose híbrida?

Quem pagará pelas pessoas que perderem viagem? Quem pagará se alguém foi demitido pois a sua segunda (ou primeira) dose não constar do certificado?

Quem pagará pela falta de organização e gestão? A resposta você já sabe.

Fonte: terra

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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