Vacinação contra várias doenças está em queda no Brasil, e o PNI sem comando

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O PNI (Programa Nacional de Imunizações), do Ministério da Saúde, foi criado há quase 50 anos para expandir o acesso à vacinação no Brasil, mas está há quatro meses sem chefia. Isso está ocorrendo justamente em meio a uma pandemia que já matou milhões em todo mo mundo.

Além disso, essa falta de comando também casa com um momento de queda das coberturas vacinais no país ao nível da década de 1980. Especialistas  consideram que a demora em nomear um novo coordenador mostra a falta de preocupação do governo e a não prioridade designada à essa área.

O governo acabou de fazer uma campanha de multivacinação para várias doenças, mas a adesão à campanha ficou abaixo do esperado. Os especialistas também consideramque a falta de comunicação com a população é um dos fatores dessa queda de adesão.

“A comunicação com a população é muito ruim. Nós acabamos de ter uma campanha de multivacinação e ninguém soube disso. Esta comunicação, que tem ocorrido com tudo o que envolve a covid, eu não vejo nem de perto um esforço semelhante sobre os riscos das outras doenças”, afirma Rosana Richtmann, que representa a SBI na câmara técnica de imunização do ministério.

As taxas de vacinação de doenças como meningite, hepatite B e paralisia infantil, que estavam próximas de 100% até 2015, caíram para menos de 80% no ano passado. Para os infectologistas, o risco de ressurgimento de doenças é real.

“Eu não tenho muita dúvida de que essa demora na nomeação atrapalha, porque você vê que isso não é prioridade para as autoridades. Se fosse prioridade, a pessoa sairia do cargo num dia e já se começaria a buscar novos nomes. A gente não vê isso”, afirma Rosana Richtmann, coordenadora do Comitê de Imunizações da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).

A última titular do PNI, foi Francieli Fantinato. Em julho passado ela decidiu deixar o cargo devido à politização em torno das vacinas.

“Qualquer programa de saúde, em qualquer país no mundo, fica difícil de ser seguido sem coordenação e orientações centralizadas. É urgente, já passou da hora de a gente ter um coordenador”, cobra o infectologista Renato Kfouri, presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações)

O Minitério da Saúde ainda não informou quando pretende nomear outro titular.

 

Fonte: uol 

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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