Hepatites B e C são as principais causas do câncer de fígado

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Quase 10 mil pessoas morrem de câncer de fígado no Brasil por ano, e cerca de  700 mil no mundo. Entre as principais causas para o desenvolvimento da doença estão as hepatites virais B e C. Ambas evoluem de forma silenciosa – assim como o próprio tumor de fígado.

A maior parte das pessas não realiza testes (que são gratuitos pelo SUS), por não sentirem necessidade ou sintomas. Por outro lado, os brasileiros começam a se vacinar contra a hepatite B, a mais grave e sem cura. No entanto, o perfil dos vacinados é de classe mais alta. Ou seja, a população das classesmais baixas não têm acesso à informação sobre as vacinas ou não está bem orientada quanto à sua necessidade.

É importante lembrarmos que, enquanto a hepatite B pode ser prevenida com vacina, a hepatite C tem cura.

O Câncer de fígado pode ser primário, quando começa no próprio órgão, e secundário ou metastático, que tem origem em outro órgão e, com a evolução, chega ao fígado.

Cerca de 80% dos casos são causados por cirrose, que é o desfecho de lesões provocadas no órgão, até ocasionar sua falência. Essas agressão são disparadas normalmente por hepatites virais, alcoolismo ou gordura no fígado.

“Na maioria das vezes, o câncer no fígado, assim como as hepatites virais, tem evolução assintomática, sem dor”, alerta o hepatologista Paulo Bittencourt, presidente do Ibrafig.

“Esse é um tumor que pode ser prevenido e tratado quando descoberto em estágios iniciais. Quando os sintomas se manifestam, os cuidados já passam a ser paliativos e o prognóstico, bastante pessimista”, completa o médico.

O Câncer de Fígado também pode ser provocado pela gordura no fígado. A América do Sul (30%) e o Oriente Médio (32%) lideram em número de casos.

Esse quadro está intimamente associado a hábitos inadequados, como sedentarismo e dieta desequilibrada, que acabam engordando o fígado. O órgão passa, então, a ser alvo de inflamação, atrapalhando a execução de suas atividades. Tal processo pode culminar na cirrose e, mais tarde, no câncer.

A situação é particularmente preocupante no cenário atual, em que boa parte da população brasileira apresenta sobrepeso ou obesidade.

Prevenção e tratamento

Evite o excesso de álcool, mantenha uma alimentação balanceada, exercite-se e tome a vacina contra a hepatite B.

Também faça exames regulares para identificar possíveis doenças. Em todosos casos, quanto antes uma doença for diagnosticada, mais alta a chance de cura.

Atenção: apesar de silencioso, o câncer de fígado envia alguns sinais: redução do apetite, perda de peso, crescimento do fígado e baço aumentado. Não deixe de investigar.

“Pacientes com cirrose devem fazer exames de ultrassonografia a cada seis meses, assim como pessoas com história familiar de câncer de fígado ou com nódulos hepáticos suspeitos”, recomenda Brandão.

“No que compete ao tratamento, grandes avanços têm sido observados. Há uma técnica chamada radioablação, por exemplo, que é feita com anestesia leve e evita a cirurgia. Os medicamentos oncológicos também evoluíram demais, assim como a radio e quimioembolização”, explica o médico.

Em último caso, ainda há a opção de um transplante de fígado.

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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