Pesquisadores dizem que a variante Delta sofreu mutações no Brasil mesmo com a alta vacinação

Condividi su Whatsapp Condividi su Linkedin

Duas novas sublinhagens da variante Delta foram identificadas em São Paulo por pesquisadores brasileiros. A variante, originária da Índia, responde hoje por cerca de 95% das infecções de covid-19 no Brasil.

“É interessante como elas se espalharam; e uma coisa chama a atenção: a gente observar mutações do coronavírus mesmo em uma população vacinada e com número de casos em queda. Isso precisa ser acompanhado”, afirma o pesquisador Alex Ranieri, do laboratório do Centro de Desenvolvimento Científico do Butantan e um dos autores do estudo.

Segundo o estudo, as sublinhagens (AY.43.1 e AY.43.2) devem ter se originado no Brasil. “Mais estudos são necessários para investigar a disseminação dessas duas sublinhagens no Brasil, mas resultados preliminares mostram que a maioria das sequências são originárias da cidade de São Paulo”, diz o artigo, que está em fase de pré-print, ou seja, à espera da revisão de outros cientistas para publicação final.

“Até onde sabemos, o impacto dessas mutações é desconhecido”, afirma o artigo. Segundo Alex Ranieri, como o vírus segue em constante mutação, é normal que algumas das mudanças encontradas ainda estejam fora da literatura mundial.

“Elas ainda não têm um estudo de impacto feito. Como essas coisas surgem muito rápido e os experimentos em laboratório demoram, pode ser que já estejam estudando, mas ainda não foi divulgado um resultado”, explica.

Uma das variantes, no entanto, chamou atenção, pois ela sofreu uma mutação prejudicial a ela mesma, chamada de efeito deletério.

Segundo as análises, essas sublinhagens estão circulando desde agosto, mas em princípio não há preocupação de que causem mudança no curso da pandemia no país nem “furem” o efeito das vacinas.

“Foram mutações em proteínas relacionadas à replicação viral, não está relacionado a escape imune. Essas mutações são do vírus tentando ser mais transmissível. Não está relacionado a nada de mudar a forma da doença’. Explica Ranieri.

Como conclusão, o artigo científico chama a atenção para a importância do país continuar e investir na vigilância genômica para identificar as linhagens emergentes, já que essas, se forem mais transmissíveis, podem impactar profundamente o sistema de saúde pública.

 

Fonte: noticias.uol

Condividi su Whatsapp Condividi su Linkedin
Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
Você está no Facebook?

Curta as mais belas fotos, dicas e notícias!

Você está no Pinterest?

As fotos mais bonitas sempre contigo!

Siga no Facebook
Siga no Pinterest