Hospital brasileiro utiliza pele de tilápia para tratar doença rara em mulheres

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O uso medicinal da pele de tilápia está cada dia mais abrangente e tem apresentado ótimos resultados em todos os procedimentos.

O estudo com pele de tilápia foi desenvolvido por cientistas da Universidade Federal do Ceará e ganhou três prêmios nacionais em um mês.

O uso medicinal da pele do peixe pode ser aplicado em diversas áreas: para tratar queimaduras, feridas, cirurgias plásticas e reparadoras e também em uso veterinário, em cães.

As pesquisas com a pele de tilápia já somam 19 premiações, todas em primeiro lugar.

Depois de tanto sucesso, o Hospital das Clínicas da UFMG/Ebserh, foi o primeiro a utilizar a pele para reconstruir o canal vaginal de mulheres com síndrome de Rokitansky, uma doença que provoca alterações na formação do útero e da vagina, que ficam ausentes ou pouco desenvolvidos.

A cirurgia para reconstrução íntima é de complexidade média, segundo a cirurgiã e coordenadora do Setor de Uroginecologia do HC, Marilene Vale C. Monteiro.

“As mulheres com a síndrome de Rokitansky, ou anegesia vaginal, nascem sem o canal vaginal, e os sintomas variam. Se elas não realizarem a cirurgia, não há como a menstruação descer, se a mulher tiver o útero, e elas terão dificuldade em manter relação sexual”, disse.

“A pele da tilápia contém grande quantidade de colágeno tipo 1, que a torna tão forte e resistente quanto a pele humana.

Além disso, o processo de manufatura da pele de tilápia é rápido e barato, explica o professor Leonardo Bezerra, médico responsável por pesquisar a técnica ginecológica.

Uma das grandes vantagens do procedimento é que a pele de tilápia tem um baixo risco de rejeição e, por ser um animal aquático, não existe cruzamento de infecções.

As peles chegam ao bloco cirúrgico esterilizadas, embaladas a vácuo e prontas para o uso, após passarem por beneficiamento, limpeza e extração, sob a coordenação do Núcleo de Processamento e Desenvolvimento de Medicamentos da UFC.

 

Fontes: UFMG / sonoticiaboa

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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