Temos 5 boas notícias sobre a variante Ômicron, da Covid-19

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Infelizmente, ainda não sabemos quando a pandemia irá acabar, devido às variantes que continuam a se multiplicar e aos inúmeros países que ainda não conseguiram vacinar toda a sua população. Mas apesar do futuro ser incerto, temos algumas boas notícias que nos mantém otimistas, ao menos sobre a variante Ômicron. Vamos ver.

Infecção por ômicron implica em um menor risco de hospitalização e morte

As primeiras análises sugerem um risco reduzido de hospitalização entre pessoas infectadas com a ômicron em comparação com aquelas infectadas com outras variantes. E se são hospitalizadas, as pessoas infectadas com ômicron tiveram um risco reduzido de doenças graves em comparação com as pessoas infectadas com delta.

Parte dessa redução provavelmente se deve à alta imunidade da população. Na realidade, ainda é difícil saber se a nova variante é menos virulenta ou se isso é um efeito da imunidade da população (infecções anteriores e vacinação), ou uma combinação das duas coisas.

Em alguns países, os casos estão despencando

Na Noruega, Holanda, Bélgica, Alemanha, África do Sul ou Áustria, o número de casos já começou a diminuir, mas alguns desses países já estavam há várias semanas com medidas restritivas.

Mas se olharmos para a África do Sul, pode ver que o pico costuma ocorrer de quatro a cinco semanas e o mesmo tempo para a queda. O aumento de casos tão rápido é perigos para o sistema de saúde ao lotar de uma vez as consultas e internações, levando ao colapso mas, por outro lado, se as infecções diminuem tão rapidamente, é um ótimo sinal.

As vacinas protegem contra a ômicron

Pessoas com duas doses permanecem protegidas contra hospitalização, mesmo que tenham perdido parte de sua proteção contra infecções.Também há dados que mostram que uma terceira dose de vacinas de RNA mensageiro tem uma potente capacidade de neutralização da ômicron.

Além disso, novas vacinas universais contra SARS-CoV-2 e todas as suas variantes, incluindo a ômicron, já estão sendo desenvolvidas.

Existem medicamentos eficazes contra a ômicron

A revista científica Science apresenta em sua capa o medicamento Paxlovid, um novo antiviral oral, inibidor da protease viral, com capacidade de reduzir o risco de Covid-19 grave em mais de 90%. Esse antiviral já foi aprovado pelo FDA (Food and Drugs Administration), a agência de vigilância sanitária dos Estados Unidos.

O Paxlovid é um inibidor de uma das proteases SARS-CoV-2, chamada 3CL. O tratamento é combinado com outro inibidor da protease, ritonavir, que tem sido usado contra o HIV, o vírus que causa a Aids.

Visto que a variante ômicron não tem mutações nas proteínas que são o alvo do Paxlovid, é altamente provável que essa droga seja igualmente eficaz com a nova variante. Pelo menos, conforme relatado pela empresa Pfizer, testes in vitro comprovam isso.

Além disso, o anticorpo monoclonal Sotrovimab, da GSK, também parece ser eficaz contra a ômicron. É um anticorpo que se liga a uma área específica (epítopo) no SARS-CoV-2 compartilhado com o SARS-CoV-1 (o vírus que causa a SARS), indicando que esse epítopo é altamente conservado. Isso dificulta o desenvolvimento de resistência nas novas variantes.

Remdesivir, um inibidor da RNA polimerase viral, é outro antiviral que, em pacientes não hospitalizados com sintomas de Covid-19, resultou em um risco 87% menor de hospitalização ou morte do que o placebo.

A Gilead, fabricante do Remdesivir, fez uma análise da informação genética da ômicron e não encontrou mutações que afetassem o alvo desse medicamento, por isso, é muito provável que esse antiviral ainda esteja ativo contra essa variante.

Até o momento, a atividade antiviral do Remdesivir foi confirmada in vitro contra todas as outras variantes do SARS-CoV-2, incluindo alfa, beta, gama, delta e épsilon.

Ômicron infecta menos as células do pulmão

Ainda não temos dados em humanos, mas existem vários trabalhos preliminares que sugerem que a variante ômicron se multiplica pior nas células do pulmão, o que poderia ser um indicativo de sua virulência mais baixa (embora fosse necessário verificar o que acontece em outros órgãos).

A situação ainda é muito delicada, principalmente pelo aumento explosivo de casos que está levando o sistema de saúde ao colapso.

Se antes 1 em 100 casos acabavam no hospital, agora, graças às vacinas, essa proporção passou de 1 para 1 mil casos.

No entanto, se o número de casos aumentar exponencialmente, as hospitalizações também aumentarão e o sistema entrará em colapso, como já estamos vendo em alguns países. Portanto, devemos ser muito cautelosos.

No entanto, essa notícia, embora preliminar, é uma boa notícia e nos permite manter o otimismo.

Vamos torcer e apoiar a ciência para que 2022 seja o ano em que finalmente venceremos a pandemia.

Fonte: igThe Conversation

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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