Veja os fatores que podem fazer o adolescente envelhecer três meses mais rápido por ano

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De acordo com um estudo publicado na revista Jama Pediatrics, adolescentes de 11 a 15 anos que eram obesos, fumavam cigarros diariamente ou tinham um distúrbio psicológico, como ansiedadedepressão ou TDAH, envelhecem biologicamente quase três meses mais rápido do que outros. A pesquisa utilizou dados de 910 pessoas, acompanhando-os dos 3 anos até os 45 anos.

Aos 45 anos, o novo estudo descobriu que os participantes que tiveram dois ou mais desses três problemas gerais de saúde – tabagismo, obesidade ou distúrbios psicológicos – andavam 11,2 centímetros por segundo mais devagar, tinham uma idade cerebral dois anos e meio mais velha, e aparentavam ser até quatro anos mais idosos do que aqueles que não tiveram esses problemas.

Os fatores que os pesquisadores usaram para medir o envelhecimento incluíram índice de massa corporal, relação cintura-quadril, exames de sangue, hormônios para regulação do apetite e armazenamento de gordura, pressão arterial, colesterol, cárie dentária, doença periodontal, aptidão cardiorrespiratória e ressonâncias magnéticas cerebrais.

O estudo também avaliou a condição dos que possuíam asma, e chegou à conclusão de que isso não afetou o envelhecimento do adolescente.

“Isso aumenta a pesquisa anterior, expandindo-a para essas quatro condições, das quais descobrimos apenas que três estavam associadas ao envelhecimento acelerado”, disse o primeiro autor do estudo, Kyle Bourassa, pesquisador de psicologia clínica e pesquisador avançado do Durham VA Health Care System. Este estudo “mostra que essas condições têm efeitos independentes, de modo que cada uma delas está exercendo sua própria associação com o envelhecimento posteriormente”.

Os pesquisadores esperavam que a identificação de condições de saúde na adolescência associadas ao envelhecimento mais rápido pudesse ajudar os profissionais médicos a retardar o envelhecimento e prevenir problemas de saúde mais tarde na vida, de acordo com o estudo.

Todos esses fatores combinados podem levar ao envelhecimento acelerado, como maior inflamação e estresse oxidativo, um desequilíbrio entre radicais livres e antioxidantes no corpo. Os radicais livres são moléculas instáveis de fontes ambientais, como fumaça de cigarro ou pesticidas, que podem danificar as células do corpo.

“Há um longo histórico desse tipo de pesquisa em termos de como fumar é prejudicial ao nível celular, mas também pode resultar em tipos de condições de saúde que associamos ao envelhecimento biológico, como câncer de pulmão e coisas do tipo”, disse Bourassa.

Já as pessoas com problemas de saúde mental são mais propensas a se exercitar menos ou ter uma dieta pobre, o que também pode levar ao envelhecimento acelerado.

“Pensamos na depressão como uma doença que se origina no cérebro com distúrbios químicos e coisas assim. Mas a depressão provavelmente é uma doença sistêmica que afeta todo o corpo”, disse o Dr. Brent Forester, chefe da Divisão de Psiquiatria Geriátrica do Hospital McLean, em Massachusetts, em uma entrevista anterior à CNN.

Talvez os participantes com asma tenham se saído melhor do que aqueles com outras condições porque, década de 1980, a asma era melhor gerenciada, talvez até por ser uma doença que afete prioritariamente o físico. Doenças mentais costumavam ser ignoradas e repletas de tabu. Cerca de 81% dos adolescentes com asma receberam tratamento na época, o que não acontecia com quem possuía as outras condições.

“Nenhum participante deste grupo recebeu prescrição de estimulantes para transtorno de déficit de atenção/hiperatividade, e inibidores seletivos de recaptação de serotonina ainda não estavam em uso para depressão e ansiedade em adolescentes durante o período do estudo”, escreveram os autores.

Obter tratamento precoce para adolescentes que experimentam qualquer uma dessas condições pode beneficiar a saúde mental e física, disse Bourassa.

“Sabemos que o envelhecimento acelerado está associado a problemas de saúde em uma ampla gama de condições”, disse Bourassa. Esses efeitos, acrescentou, podem incluir maior risco de declínio cognitivo, mortalidade precoce, desenvolvimento de doenças crônicas e doenças que progridem em um ritmo mais rápido.

 

Fonte: cnn

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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