‘Ômicron silenciosa’, a subvariante BA.2, já é dominante no mundo

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Até meados de março, a variante mais comum do Coronavirus era a  A.1, que surpreendeu os especialistas por seu nível de transmissibilidade, embora fosse a menos perigosa.

Mas agora a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que a subvariante BA.2 representa quase 86% dos casos sequenciados.

Os casos de covid-19, que já estavam diminuindo em todo o mundo, começara, a aumentar novamente na Europa e agora na Ásia. De acordo com o diretor da divisão europeia da OMS, Hans Kluge, isso se deve à linhagem BA.2.

Diante disso, a agência reguladora de medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês), autorizou uma segunda dose de reforço da vacina contra covid para pessoas com 50 anos ou mais, a partir de quatro meses do primeiro reforço.

Um perigo ‘silencioso’

A BA.2 é chamada de “silenciosa” porque não possui o marcador genético que os pesquisadores estavam usando para determinar rapidamente se uma infecção era mais provável de ser causada pela ômicron “regular” (BA.1), em vez da variante delta.

Assim como acontece com outras variantes, uma infecção por BA.2 pode ser detectada por meio de um teste rápido ou PCR, mas estes testes não são capazes de distinguir a BA.2 da delta. Outros testes são necessários para ter certeza.

Embora a BA-2 seja mais transmissível do que a ômicron normal, felizmente, não é mais grave. Mas até que ponto devemos nos preocupar com esta variante?

O que diferencia a BA.2?

À medida que os vírus se transformam em novas variantes, às vezes se dividem ou se ramificam em sublinhagens, como a variante delta, que possui 200 subvariantes.

Isso também aconteceu com a ômicron, que inclui as linhagens BA.1, BA.2, BA.3 e B.1.1.529, que foi detectada pela primeira vez em novembro, no banco de dados das Filipinas.

A dose de reforça é indicada contra ela, pois a vacinas são menos eficazes nessa subvariante, portanto, o segundo  reforço preveniria hospitalizações e mortes, segundo dados da Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido.

A BA.2 é mais contagiosa e perigosa?

A BA.2 foi mais eficiente em infectar pessoas vacinadas (mesmo com uma terceira dose de reforço) do que as variantes anteriores, de acordo com um estudo.

Em paralelo, um estudo realizado no Reino Unido também mostrou que a BA.2 era mais contagiosa em comparação com a BA.1.

Quanto à gravidade, não há dados que sugiram que BA.2 seja pior do que as subvariantes anteriores da ômicron.

Especialistas afirmam que esta subvariante está infectando mais agora devido ao relaxamento das medidas de contenção da pandemia em muitos países.

Esta variante é um lembrete de que o vírus continua fazendo mal a pessoas não vacinadas com o reforço e às mais frágeis.

“(O coronavírus) ainda é um grande problema de saúde pública e continuará sendo”, afirmou Mark Woolhouse, epidemiologista da Universidade de Edimburgo, na Escócia, segundo a agência de notícias Reuters.

Fonte: bbc

 

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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