Síndrome de Borderline – O que é, Como Lidar, Causas, Sintomas e Tratamentos

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Para entender o que é o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é importante saber como ocorre a relação da personalidade com esse tipo de distúrbio psicológico.

A personalidade é influenciada por uma série de fatores que podem ser inatos, relacionados ao temperamento da pessoa, ou adquirido, relativo a condicionamentos externos.

Esses fatores contribuirão para estabelecer o padrão de comportamento da pessoa, determinando seu modo de pensar, perceber, agir, sentir e se relacionar.

Quando a personalidade sofre o efeito de um transtorno, como o de Borderline, o indivíduo fica prejudicado em sua expressão com o mundo externo e sua personalidade fica deformada, fazendo com que ele tenha dificuldade de se projetar no meio do qual faz parte; interagir e se relacionar com outras pessoas e se adaptar às diferentes situações do dia a dia.

O Transtorno de Personalidade Borderline – TPB ou Transtorno de Personalidade Emocionalmente Instável é um padrão de comportamento caracterizado por impulsividade emocional, instabilidade afetiva, relacionamentos pessoais conturbados e autoimagem negativa, gerando, com frequência reações intempestivas e desproporcionais nos relacionamentos pessoais.

Para entender melhor essa psicopatia, serão explicados os vários aspectos deste distúrbio psicológico. Vejam a seguir:

O que é

A Síndrome de Borderline ou Transtorno de Personalidade Borderline ou Limítrofe é um distúrbio mental, que tem como características instabilidade emocional, oscilação de humor, comportamento impulsivo e inconstante, baixa auto-estima e distorção da autoimagem.

Esse transtorno se manifesta mais nas mulheres.

Uma pessoa pode desenvolver a Síndrome de Borderline em qualquer fase de sua vida, basta ter propensão e um gatilho emocional para isso.

A seguir serão listados alguns fatores que contribuem para a manifestação desse distúrbio.

Causas

Esse transtorno de personalidade pode ser causado por:

  • predisposição genética, ou seja, se uma pessoa da família tem esse transtorno, existe a probabilidade de um parente próximo desenvolver esse distúrbio
  • Experiências traumáticas na infância ou em outra fase da existência, podem desencadear essa síndrome, dependendo da sensibilidade e predisposição mental e emocional da pessoa
  • Separações bruscas de entes queridos, seja por rompimento afetivo ou morte, que causaram muita dor e sofrimento para a pessoa
  • Bullying ou abuso psicológico ou sexual, em algum momento da existência do indivíduo
  • Vivência de situações de terror e pânico, que deixaram marcas emocionais muito fortes e profundas
  • Problemas neurológicos como uma disfunção cerebral em partes do cérebro que estão relacionada com as emoções, podem causar o surgimento desse transtorno.

Em síntese, fatores genéticos, neurológicos, físicos, ambientais, familiares e sociais podem ser causas do desenvolvimento desse transtorno.

Sintomas

Os sintomas em geral dessa psicopatia são:

  • instabilidade emocional
  • conflito interno
  • sensação de vazio e falta de propósito (inutilidade)
  • insegurança extrema
  • impulsividade exarcerbada
  • relações afetivas e sociais conturbadas
  • episódios de surtos de raiva
  • ações compulsivas e impulsivas exageradas
  • quadros de depressão e ansiedade frequentes
  • em casos extremos e não tratados, podem ocorrer: automutilação, surtos psicóticos, uso de drogas, pensamento e ação suicida.

Comportamento

  • Medo do abandono, rejeição e solidão
  • Relações conflituosas e difíceis com familiares, amigos e colegas de trabalho
  • Reações intempestivas de quem sofre desse transtorno, quando as pessoas não correspondem aos seus sentimentos e suas expectativas, vivendo extremos, do amor ao ódio
  • Baixa autoestima e complexo de inferioridade
  • Comportamentos destrutivos e autossabotadores, como: sexo promíscuo, abuso de álcool e drogas e atitudes violentas, até contra ela mesma
  • Em situações graves, reações psicóticas extremas, como automutilação e suicídio
  • Humor oscilante, indo de um extremo à outro: do riso ao choro
  • Alta sensibilidade à rejeição e excesso de apego e dependência emocional
  • Dificuldades de controlar a raiva
  • Pensamentos paranoicos
  • Irritação e angústia frequentes
  • Dependência afetiva que gera muitos problemas nos relacionamentos

Como lidar

sindrome borderline

Para lidar com essa doença, a pessoa em primeiro lugar precisa aceitar que tem o problema e reconhecer como se manifesta em si, em segundo lugar procurar saber mais sobre esse transtorno e procurar orientação de um especialista.

Pode ser que só uma terapia com um psicólogo resolva ou, dependendo da gravidade, seja necessário tratamento com remédios.

Tudo isso visando ajudar o indivíduo a lidar com o controle de suas emoções negativas e saber enfrentar momentos de desequilíbrio emocional.

Outros aspectos e cuidados que irão contribuir muito para a melhora de quem tem Borderline são os seguintes:

  • Ter alimentação e hábitos saudáveis: existem alimentos que são verdadeiros remédio naturais e contribuem para melhorar o humor, as funções cerebrais e o sistema nervoso. Uma alimentação com verduras legumes, cereais, frutas; manter o corpo bem hidratado, bebendo água e tomar Sol durante o dia, podem fazer muito bem para quem busca melhora no quadro do Borderline
  • Dormir as horas necessárias: para o descanso da mente e do corpo, contribui para não agravar os sintomas do Borderline
  • Praticar atividades físicas e/ou relaxantes: ajuda a reduzir a tensão emocional e o estresse
  • Aceitar-se a si mesmo e ter uma visão mais objetiva da realidade: ajuda a sair a culpa e pressão interna
  • Buscar motivação nas pequenas coisas: compreendendo cada momento, a vida se processa em cada um de nós, e quanto mais inteiros estivermos à cada instante, menos nossa mente irá ficar presa em preocupações
  • Interagir com pessoas positivas: que possam ajudar a ver outros ângulos da vida, de forma mais otimista
  • Buscar se autoconhecer: aceitar as próprias fragilidades e descobrir e investir nas potencialidades que se tem
  • Viver situações que tragam bem-estar: Ir à lugares que transmitam paz, equilíbrio e conforto
  • Fazer coisas novas que façam bem: tragam motivação e vontade de viver
  • Ter contato com a Natureza, observar e conviver com os animais: são atitudes inspiradoras e animadoras, que fazem bem para a Alma!
  • Não levar a vida tão a sério: e deixar de levar tudo que acontece para o lado pessoal
  • Não criar expectativas maiores do que as pessoas e situações podem oferecer: para não gerar frustração e desilusão
  • Amar-se e se aceitar: compreendendo que é vida em ação
  • Deixar de se julgar: ser mais flexível consigo e com tudo, pois, tudo passa e está em constante transformação
  • Abandonar hábitos negativos: que prejudicam e estagnam, e se libertar de pesos de condicionamentos que não servem mais
  • Descobrir atividades que fazem bem e proporcionam satisfação: podem ser viagens, arte, leituras, escrever, plantar, cuidar de animais, dançar, fazer yoga, meditação ou outras.

Tratamentos

A Síndrome de Borderline requer que, quem quer que tenha esse problema, aprenda a reconhecer sua manifestação para saber lidar com esse distúrbio psicológico. Para isso se faz necessário buscar ajuda de um profissional, como um um psicólogo ou psiquiatra, que fará uma avaliação completa, a fim de ter um diagnóstico mais preciso para prescrever o devido tratamento.

Para realizar o diagnóstico o especialista irá realizar entrevista com o paciente e um exame médico abrangente. A análise clínica é para verificar outras possíveis doenças e transtornos.

Havendo o tratamento adequado, quem sofre desse transtorno pode ter uma boa qualidade de vida.

Em situações críticas se faz necessário o uso de medicamentos antidepressivos, estabilizadores de humor e calmantes indicados por um psiquiatra.

O tratamento envolve a participação dos familiares que convivem com o paciente e que, também, precisarão de suporte, orientação e acompanhamento psicológico, para saberem lidar com o problema, que acaba afetando suas vidas e emoções.

Existem várias alternativas de tratamento para o Transtorno de Borderline, tais como:

  • Psicoterapia: este tratamento visa o acompanhamento psicológico do paciente, por um psicoterapeuta em sessão individual ou em grupo, com o objetivo de dar suporte psicológico e emocional, com terapia da conversa para que a pessoa lide melhor com a doença
  • Terapia Cognitiva Comportamental: esse tipo de suporte contribui para, quem sofre desse transtorno identificar crenças negativas e comportamentos destrutivos, desenvolvendo a percepção de como esse transtorno afeta sua qualidade de vida e, com isso, poder controlar melhor seus impulsos e emoções
  • Terapia Dialética Comportamental: nesse tratamento o psicólogo busca desenvolver no paciente a atenção plena, o ensinando como lidar com as emoções intensas, com o objetivo de ajudá-lo a diminuir comportamentos autodestrutivos e melhorar a qualidade de seus relacionamentos
  • Terapia do esquema: esse tratamento se fundamenta na ideia de que a Síndrome de Borderline é causada pela autoimagem distorcida que o paciente, provavelmente, adquiriu em experiências negativas e traumáticas na infância, afetando a forma dele de interagir com o ambiente, com as pessoas e lidar com os problemas do cotidiano
  • Terapia Familiar: para os familiares de uma pessoa com Borderline, comumente, é difícil entender e lidar com esse problema bem desafiante, devido às oscilações de humor e reações de desequilíbrio emocional, dela. Em determinados casos, se faz necessário o acompanhamento psicológico, dos familiares do paciente
  • Medicamentos: o tratamento medicamentoso deve ser evitado em casos primários, nos quais a doença é mais fácil de tratar, pois, existem as alternativas das várias tipos de terapias psicológicas. Em situações que a doença se torna incontrolável para o paciente, então o tratamento envolve medicações prescritas por um psiquiatra e em casos mais extremos ainda, internação. O tratamento com medicamentos, devido aos efeitos colaterais, exige cautela, controle e cuidados, com acompanhamento do psiquiatra e de outros profissionais da saúde

Vídeo explicativo sobre a Síndrome de Borderline

Neste vídeo, do canal Minutos Psíquicos são feitos vários esclarecimentos sobre aspectos desse transtorno mental, que prejudica a estabilidade emocional e a vida afetiva de quem é acometido por essa psicopatia.

Como ajudar uma pessoa com Borderline

Caso você conheça alguém próximo ou de seu convívio com esse problema, é importante estimulá-lo a se tratar, procurando ajuda de um especialista.

Para ajudar um amigo ou familiar com apoio emocional e afetivo, se faz necessário entender como se manifesta essa doença, para saber lidar com quem sofre desse problema, por isso, pesquisar, ler e saber mais sobre o assunto pode ajudar nesse sentido.

Pessoas muito próximas de quem tem este transtorno podem, também, recorrer ao acompanhamento de um psicólogo para poder compreender o que sente quem vive com esse problema, e para saber lidar com esta pessoa.

Em casos de presenciar uma crise ou surto emocional grave de alguém com Borderline, que você tem amizade ou é familiar, mantenha a calma, busque e procure orientação e ajuda médica, para ajudar essa pessoa.

A maior causa dessa síndrome e de outras é a dificuldade da pessoa acessar o amor que existe nela, devido aàscrenças e reações negativas que ela desenvolveu diante de vivências difíceis.

A cura desse e outros males é viver e liberar o Amor, se é, em essência!

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Professora, alfabetizadora, formada em História pela Universidade Santa Cecília, tem o blog A Vida nos fala e escreve para GreenMe desde 2017.
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