Especialista afirma: obesidade não é questão de escolha

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Toda vez que a geneticista Cecilia Lindgren, diretora do Big Data Institute da Universidade de Oxford,  faz uma palestra sobre obesidade, ela conta que alguém na plateia levanta a mão para dizer que é só comer menos comer menos, e algum outro reforça que obesos são perguiçosos ou gostam de se empanturrar com besteiras. Lindgren, reprova essa ideia geral que as pessoas têm sobre quem é obeso.

Após vários estudos, sua equipe identificou uma infinidade de variantes genéticas associadas a uma maior predisposição ao acúmulo de gordura em diferentes partes do corpo. Somados a outros fatores como o ambiente que a pessoa frequenta, esses genes podem determinar o aparecimento da famosa “barriga de pochete” ou “barriga de cerveja”, explica Lindgren.

A especialista afirma:

“Ninguém escolheria ser obeso. Estudos genéticos nos dizem que a obesidade é regulada por sentimentos de saciedade e fome. Vivemos em um ambiente com excesso de calorias… basta comer um excesso de 100 calorias por dia para ganhar cerca de 4,5 quilos por ano. Não parece muito, mas se você fizer isso por alguns anos, de repente estará em uma condição de obesidade. Então não acho que seja uma escolha.”

Segundo ela, existem vários genes da obesidade. Sua equipe encontrou duas variantes em cerca de 6.400 pessoas no Reino Unido e cada variante representa um excesso entre 7 e 10 quilos no peso de um adulto. Também existe o fato de vivermos em um ambiente “obesogênico”, ou seja: aquele em que há comida em todos os lugares e em todos os momentos. É um alimento não saudável e que está sempre à mão.

A obesidade é uma doença

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a obesidade é uma doença e deve ser tratada como tal, para que as pessoas a levem a sério, porque afeta a saúde e a economia. Já existe um medicamento com o qual as pessoas perdem 15% do peso corporal, o semaglutida, relacionada ao gene GLP-1. E há outro, setmelanotide, que atua em um mecanismo que regula a fome e a saciedade.

Contar calorias ajuda?

Não adianta contar apenas as calorias, mas a quantidade de comida que você vai comer. Se você comer 500 calorias em banana ficará satisfeito por muito mais tempo do que se comer 500 calorias em sorvete. O sorvete é muito rico em calorias, mas não sacia. Nos alimentos, o peso, a quantidade de fibras, a consistência e outros fatores também importam.

Ela também explica que as crianças mais pobres têm mais riscos de serem obesas:

Existe uma forte correlação entre o nível socioeconômico e o índice de massa corporal. Crianças pobres são mais propensas a serem obesas. As pessoas pobres muitas vezes têm dificuldade de acesso a alimentos adequados. É muito caro comprar cereais, frutas e legumes, em comparação com a compra de alimentos altamente calóricos…Obviamente, se você é rico, pode ir a uma academia chique e pode comprar todos os tipos de alimentos saudáveis. E a educação também influencia: se as crianças têm pais que conversam com elas sobre a importância de cuidar da saúde.

E o papel da Indústria Alimentícia?

Lindgreen acredita que a indústria alimentícia deve ter um papel fundamental no combate à epidemia de obesidade, principalmente na hora de informar seus ingredientes. Muitos governos estão trabalhando para simplificar os rótulos para que as pessoas possam entender quais alimentos são saudáveis.

Fonte: oglobo

 

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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