Sanofi condenada por Depakin: causou retardo cognitivo em criança exposta à droga durante a gravidez

Condividi su Whatsapp Condividi su Linkedin

O tribunal de Nanterre condenou a Sanofi a indenizar uma família cuja filha nasceu com vários problemas. Estes, de acordo com os juízes, foram causados ​​precisamente pela mãe tomando Depakin durante a gravidez.

Mas vamos começar do início. Depakin é um medicamento muito utilizado em casos de epilepsia ou transtorno bipolar e uma mulher francesa, desde 1982, tomava este medicamento devido às crises epilépticas que sofria. Mesmo durante a gravidez, em 2004, a mulher continuou a tomar 4 comprimidos por dia deste medicamento, sem saber dos riscos.

Assim que seu bebê nasceu, parecia que tudo estava indo bem, mas aos sete meses de idade, durante uma internação por bronquiolite, os médicos descobriram que o bebê estava sofrendo de um “atraso global na aquisição” e com o passar do tempo, atrasos no desenvolvimento psicomotor desenvolvimento e outros distúrbios também foram observados.

Precisamente por todos estes problemas que surgiram à criança, o grupo francês Sanofi foi condenado a indemnizar a família em cerca de 400 mil euros, uma vez que Depakin, a que a criança foi exposta durante a gravidez, foi declarado responsável pelos males.

Na verdade, este medicamento, que é usado há décadas, é baseado em valproato de sódio, um ingrediente ativo que aumenta o risco de malformações físicas (falha no fechamento da coluna, anormalidades cardiovasculares, entre outras) e distúrbios do neurodesenvolvimento (atraso na fala, autismo espectro e mais) em bebês expostos no útero.

A sentença do tribunal de Nanterre foi muito clara: a Sanofi é culpada porque, desde 2003 ou o mais tardar desde 2005, estava ciente dos riscos da droga no desenvolvimento neuronal e, portanto, teve que informar corretamente os usuários através da bula.

Somente a partir de 2006, porém, a bula do medicamento contém a indicação fundamental, a saber, que o medicamento não é recomendado durante a gravidez e que, assim que a nova condição for descoberta, a paciente deve notificar imediatamente seu médico.

No entanto, o caso ainda não está encerrado, a Sanofi já anunciou sua intenção de recorrer.

Outros casos

Essa, aliás, certamente não é a única reclamação contra a Sanofi devido aos efeitos colaterais desse medicamento. O próprio tribunal de Nanterre tem outros 23 casos para avaliar, um dos quais envolve 272 pacientes.

E os casos relatados, que dizem respeito em particular a malformações ou distúrbios cognitivos de crianças expostas ao Depakin durante a gravidez, são numerosos.

Segundo estimativas do Medicare e da Agência Nacional de Segurança de Medicamentos (ANSM) – contestadas pela Sanofi – o valproato de sódio é responsável por malformações em 2.150-4.100 crianças e distúrbios do neurodesenvolvimento em 16.600-30.400. Dados verdadeiramente chocantes. 

Uma associação francesa, Apesac, luta desde 2011 para ajudar as famílias de crianças com síndrome anticonvulsivante, vítimas de Depakin, e para isso lançou uma ação coletiva contra a Sanofi.

Uma causa inédita, entre outras coisas, tendo em vista que todas as gestantes expostas à droga entre 1984 e 2006 puderam aderir e buscar indenização pelas malformações ou distúrbios cognitivos desenvolvidos por seus filhos.

Mas a Sanofi – com certeza – vai ser difícil para eles.

Fonte: Le Monde

Condividi su Whatsapp Condividi su Linkedin
Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
Você está no Pinterest?

As fotos mais bonitas sempre contigo!

Você está no Facebook?

Curta as mais belas fotos, dicas e notícias!

Siga no Facebook
Siga no Pinterest