Cirurgia de enxaqueca: entenda o que é e veja quando recorrer

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A cirurgia da enxaqueca pode ser uma solução para alívio dos sintomas que atormentam cerca de 2 milhões de brasileiros. A enxaqueca é um dos tipos de dores de cabeça mais comuns e incapacitantes.Além da dor latejante, entre os sintomas mais comuns estão a náusea, vômitos, sensibilidade ao som e à luz. 

As dores de cabeça da enxaqueca atingem áreas específicas: olhos, pescoço, fronte ou têmporas. Classicamente as dores são pulsáteis e de moderadas a intensas.

Os gatilhos para a enxaqueca podem ser alterações hormonais, alguns alimentos e bebidas, estresse e, até mesmo, alguns exercícios físicos. Como não há cura, as dores são aliviadas com alguns tratamentos específicos, dentre eles está a cirurgia de enxaqueca.

Como essa cirurgia ainda não é muito comum no Brasil, conversamos com o Dr. Paolo Rubez para entender melhor como funciona a cirurgia de enxaqueca. Ele é o responsável por trazer a cirurgia para o país, além de ser membro da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica e da Sociedade de Cirurgia de Enxaqueca (EUA).

Quais as fases da enxaqueca?

A enxaqueca é composta por quatro fases: pródromo, aura, cefaleia e pósdromo. Elas ocorrem antes, durante e após os episódios de enxaqueca.

pródromo pode acontecer horas ou dias antes da dor. Nesta fase, há alguns sinais como constipação, rigidez no pescoço, alteração de humor e outros.

A segunda fase, a aura, pode acontecer entre 60 e 20 minutos antes da dor. Nela, você pode ter dificuldades de comunicação, sensibilidade ao toque, visão turva, entre outros sintomas. Ela é presente em uma minoria de pacientes.

Na cefaleia, o ponto alto da enxaqueca, é quando as dores realmente chegam e podem ser moderadas e fortes, além de latejantes. Uma crise pode durar entre 4 e 72 horas.

O pósdromo, conhecido como ressaca da enxaqueca, é marcado pelo alívio da dor, mas ainda pode causar cansaço e desconfortos.

“Essa é uma fase distinta da crise de enxaqueca e que deixa os pacientes ainda sensívies, cansados e até confusos”, explica o Dr. Paolo Rubez. “Os pacientes relatam que suas cabeças parecem ocas ou sentem que estão de ressaca e nem sequer beberam.”

Como a cirurgia da enxaqueca pode ajudar

De acordo com o estudo recente da Annals Of Surgery, a cirurgia da enxaqueca é uma das formas mais eficientes na redução dos sintomas. Com ela é possível diminuir a frequência, intensidade e duração da enxaqueca. 

“A cirurgia da enxaqueca, definida como a descompressão dos nervos periféricos, uma ‘desativação’ nos pontos de gatilho, é uma estratégia de tratamento relativamente nova, mas altamente respaldada pela ciência, para enxaquecas crômicas e refratárias”, explica o cirurgião plástico Dr. Paolo Rubez.

Além de melhorar os sintomas, a cirurgia da enxaqueca também reduz significativamente o uso de medicamentos. É o que mostra um estudo da Harvard Medical School. A redução se mostrou principalmente em casos onde os pacientes sofrem com dores crônicas e debilitantes.

“A cirurgia é pouco invasiva e tem o objetivo de descomprimir e liberar os ramos dos nervos trigêmeo e occipital envolvidos nos pontos de dor”,

explica o médico.

“Os ramos periféricos destes nervos, responsáveis pela sensibilidade da face, pescoço e couro cabeludo, podem sofrer compressão das estruturas ao seu redor, como músculos, vasos, ossos e fáscias. Isso gera a liberação de substâncias (neurotoxinas) que desencadeiam uma cascata de eventos responsável pela inflamação dos nervos e membranas ao redor do cérebro, que irão causar os sintomas de dor intensa, náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som”,

completa.

A cirurgia é permitida no Brasil?

O Conselho Nacional de Medicina não proíbe a realização da cirurgia da enxaqueca. No entanto, ela não é recomendada por alguns neurologistas. A Sociedade Brasileira de Cefaleia e a Academia Brasileira de Neurologia, consultadas pelo Portal Drauzio Varella, não recomendam a realização do procedimento. Isso se deve ao fato de que ela não é a cura para a enxaqueca, apenas diminui seus sintomas.

Pacientes que sofrem com efeitos colaterais ou intolerâncias aos medicamentos também podem realizar a cirurgia. Bem como em pacientes que sofrem grandes comprometimentos, por conta das dores, em sua vida pessoal ou profissional.

Mas Atenção: para ter o diagnóstico correto dos seus sintomas e fazer um tratamento eficaz e seguro, procure sempre orientações médicas.

Fonte: msn

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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