Já ouviu falar de presenteísmo? Ele pode causar baixa produtividade no trabalho

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Um expediente de 8 horas dificilmente significa 8 horas de produtividade. Estar presente no trabalho, seja no escritório ou no home office, mas com os pensamentos distantes e quase nenhuma concentração pode ser um episódio comum, e até corriqueiro. Entretanto, esse comportamento pode indicar distúrbios físicos e mentais. É o que chamamos de presenteísmo.

“Quando falamos de perda no desempenho no trabalho, exaustão emocional, estresse laborativo, tudo isso nos remete a síndrome de Burnout. Porém, quando a exaustão emocional é muito intensa, a ponto de comprometer a rotina diária, estamos diante do presenteísmo”,

aponta a psicóloga forense e especialista em TDAH, Ansiedade e Depressão, Deise Cristina Gomes.

Um estudo recente publicado na revista médica Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology mostrou que o presenteísmo pode ter um custo econômico bastante elevado. A pesquisa avaliou a produtividade no trabalho de pessoas com depressão e levou em conta também os custos do absenteísmo (quando o funcionário se ausenta do trabalho). O trabalho analisou o cenário de oito países, incluindo o Brasil.

Por aqui, o custo anual de produtividade do presenteísmo é até 3 vezes mais caro que o do absenteísmo: U$ 5.788 contra 1.361, por pessoa. Considerando a força de trabalho total e a ocorrência anual estimada de depressão entre todas as pessoas ocupadas, estima-se que o custo brasileiro passa dos U$ 63 bilhões, atrás apenas dos EUA, com R$ 84 bilhões.

O que causa o presenteísmo?

Deise destaca que a condição não pode ser confundida com a Síndrome de Burnout, pois esta se desenvolve em decorrência de estresse laboral, por problemas característicos da rotina de trabalho.

No entanto, situações fora da rotina do emprego, que fazem com que o funcionário passe a ter insônia, preocupações exageradas, problemas de ordem pessoal, familiar, por fatores somáticos e psicológicos, apontam para uma relação direta entre a qualidade do sono e o comportamento presenteísta, aponta a psicóloga.

“Sabe-se que a exaustão emocional e o adoecimento do profissional acarretam baixa na concentração, dificuldade de resolução de conflitos, assim como de concluir seu trabalho. O que significa necessidade de trabalhar com o gerenciamento das emoções, antes de impactar em outras variáveis do contexto organizacional”,

finaliza Deise.

Portanto, a dica é: cuide também da sua vida pessoal para ser feliz no trabalho.

Fonte: Terra

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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