São Paulo identifica surto de meningite e recomenda vacinação

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prefeitura de São Paulo confirmou nesta terça-feira (27) a morte de uma moradora da Zona Leste por causa da meningite. A mulher, que tinha 42 anos, vivia no bairro da Vila Formosa, que, juntamente com Aricanduva, na mesma região, já teve cinco casos confirmados de meningite meningocócica do mesmo tipo C nos últimos dois meses, o que configura uma situação de surto, segundo a classificação da Secretaria Municipal de Saúde.

Devido ao cenário, os moradores de Vila Formosa e Aricanduva estão sendo convocados a irem aos postos de saúde para se vacinarem contra a doença.

Procurada pelo Valor, a Secretaria Municipal de Saúde primeiramente afirmou, via assessoria de imprensa, que recomendava a vacinação para todos os moradores de São Paulo nos postos públicos espalhados pela cidade. Hoje, porém, atualizou a orientação e afirmou que a vacinação em massa, de crianças e adultos, será feita apenas em quatro Unidades Básicas de Saúde (UBS) da região da Vila Formosa e Aricanduva. Nas demais regiões a orientação é vacinar somente quem se identificar como profissional da saúde. A autoridade municipal afirma que não há motivo para alarmismo e que o surto está sendo contido assim como outros que têm surgido de maneira localizada.

Segundo dados do DataSUS, do Ministério da Saúde, a cobertura vacinal de meningite meningocócica C está, atualmente, 42,5% na capital paulista e em 52% em todo o território nacional. Em 2015, ambas estavam em 98%.

“Cabe esclarecer que em toda a cidade o número de casos diminuiu neste ano na comparação com 2019, ano anterior à pandemia de covid-19. De janeiro até ontem (26/09) foram notificados 56 casos de doença meningocócica em toda a capital. Durante o mesmo período de 2019 (janeiro a setembro) foram registrados 158 casos da doença, ou seja, uma redução de 64,5% no âmbito geral”.

Daher explica que a meningite é uma inflamação do sistema nervoso central nas quais as membranas que envolvem cérebro e a medula espinhal, chamadas meninges, são afetadas. Há vários tipos diferentes de meningites, todas com vacinas disponíveis, e a transmissão também pode ocorrer por meio de bactériasfungos ou vírus.

“Os sintomas mais comuns são dor de cabeçafebrenáusea vômito, principalmente. Normalmente a pessoa também apresenta uma dificuldade de mover o pescoço, há uma rigidez de nuca, e fica muito prostrada (abatida)”,

explica o infectologista.

Caso os sintomas sejam detectados, a orientação é buscar imediatamente um hospital, pois a doença pode evoluir com rapidez.

“Os sintomas mais comuns são dor de cabeça, febre, náusea e vômito, principalmente. Normalmente a pessoa também apresenta uma dificuldade de mover o pescoço, há uma rigidez de nuca, e fica muito prostrada (abatida)”,

explica o infectologista Marcelo Daher

Qual a meningite identificada neste surto e como se prevenir?

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, o sorogrupo identificado nas cinco vítimas é o da meningite meningocócica do tipo C. É uma meningite bacteriana causada pela bactéria Neisseria meningitidis que pode ser fatal caso não seja tratada corretamente.

Logo ao identificar os casos, a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) iniciou o fornecimento de medicamentos preventivos para pessoas consideradas mais próximas das vítimas, como parentes ou habitantes da mesma casa, além da intensificação vacinal na região. De acordo com a Secretaria, já foram vacinadas 7.400 pessoas na região nos últimos 15 dias.

A vacina, segundo Daher, é o melhor método de prevenção.

Não moro nos bairros onde está esse surto. Devo me vacinar mesmo assim?

É recomendável. A Secretaria de Saúde de São Paulo esclarece que a vacina está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da cidade e orienta a vacinação.

Daher diz que o ideal é que as pessoas se vacinem contra a meningite a cada cinco anos.

A situação é grave?

A Secretaria de Saúde da cidade afirma que não e Daher explica que os casos de meningite no Brasil, assim como no mundo todo, normalmente são localizados.

Costumam ser surtos pequenos sem grandes repercussões. Tivemos uma grande epidemia de meningite no Brasil na década de 1970, com muitos casos de hospitalização e óbitos, mas há muito tempo não temos uma situação como essa”.

O Ministério da Saúde considera a meningite como uma doença endêmica, ou seja, ela está presente com frequência no país e por isso as autoridades sanitárias acompanham os surtos de perto.

Quais as pessoas (grupos) que devem tomar mais cuidados com a meningite e por quê?

A infecção pode se dar em qualquer pessoa de qualquer idade, mas é mais frequente em crianças com menos de cinco anos. Por isso a vacina contra os diversos tipos de meningite fazem parte do calendário vacinal.

imunizante contra a meningite meningocócica C deve ser aplicado em bebês aos 3, 5 e 12 meses de idade, e o de meningite meningocócica ACWY atualmente é aplicado na faixa etária de 11 a 14 anos de idade (a vacinação foi ampliada no último dia 19 também para adolescentes de 13 e 14 anos, até junho de 2023, conforme definição do Programa Nacional de Imunizações).

“É fundamental que pais e responsáveis mantenham a vacinação de seus filhos em dia para protegê-los das chamadas doenças imunopreveníveis, como meningite meningocócica, poliomielitedifteriacoqueluchesarampocaxumba, entre outras. Vacinas salvam vidas e isso ficou ainda mais evidente na pandemia de covid-19”,

afirma o secretário municipal da Saúde de São Paulo, Luiz Carlos Zamarco.

Para os moradores de São Paulo, o secretário recomenda consulta para conhecer localizar o posto de saúde mais próximo por meio da plataforma Busca Saúde.

Fonte: Valor

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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