Síndrome do Impostor: será que você é mesmo inferior aos outros?

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Alguma vez você já pensou ou ouviu alguém dizer frases do tipo: “foi muita sorte eu ter passado nessa prova”, “eu não mereço estar neste trabalho”, ou então, “as pessoas vivem dizendo que eu sou inteligente, mas o que eu faço mesmo é enrolar bem todo mundo”? Se você pensa tudo isso sobre si mesmo é melhor ter cuidado, pois talvez você sofra da Síndrome do Impostor. Veja o porquê.

O que é a Síndrome do Impostor?

A Síndrome do Impostor ou da Fraude é um comportamento no qual o indivíduo sempre se sente inferior às outras pessoas, pois não acredita em suas competências e não se acha capaz e inteligente o suficiente, mesmo que digam o contrário.

Segundo o psicólogo Marcos Lacerda, pessoas que sofrem com essa síndrome não acreditam que o sucesso que elas tiveram se deve a elas mesmas, pois sempre vão achar que foi por ajuda dos amigos, por sorte ou qualquer evento exterior a elas, exceto por suas próprias capacidades.

Quem sofre de Síndrome do Impostor valoriza mais as capacidades dos outros e duvida das próprias. É daí que vem o sentimento de ser uma fraude e de estar sempre enganando os outros, pois na cabeça do impostor qualquer elogio recebido vem de uma percepção errada alimentada no outro.

É muito comum que pessoas que se vêem assim, acreditem que ninguém vê o fracasso que ela é de verdade e vivem com muito medo de serem descobertas ou desmascaradas a qualquer momento. De acordo com Lacerda, quem sofre dessa síndrome utiliza duas estratégias para reforçar o sentimento de ser uma fraude: overdoing (fazer demais) e underdoing (fazer de menos).

Para exemplificar, Marcos cita o seguinte exemplo:

“Numa avaliação de um trabalho na faculdade, a pessoa que usa como estratégia fazer demais, vai se preparar de forma dedicada e com muita antecedência, o que vai aumentar muito a chance de que ela tenha sucesso. O problema é que depois ela vai acreditar que o resultado que obteve não teve a ver nem com o potencial, nem com os talentos dela. Essa pessoa acaba se sentindo uma fraude ainda maior, porque quando não tiver mais tempo para se dedicar tanto ou para se preparar com tanta antecedência, vai pensar que os resultados vão ser péssimos e todo mundo vai ver a fraude que é.”

Por outro lado, quem usa a estratégia de fazer de menos, sempre adia o que tem para fazer (procrastinação), se prepara pouco e sempre em cima da hora para fazer as coisas.

Por se sentir uma fraude, a pessoa cria uma situação para obter um mau resultado. Inconscientemente, pensa que ninguém vai perceber a fraude que é. Afinal, todos vão dizer que se ela não tivesse deixado para a última hora ou que se tivesse se dedicado mais, teria tido resultados melhores.

Quem sofre da Síndrome do Impostor vive preso num círculo de ansiedade e com um medo do futuro, já que se sente incompetente perante a vida.

Será que você é mesmo inferior aos outros?

Nem todo mundo que duvida de si mesmo sofre da Síndrome do Impostor. Pelo que disse o psicólogo Marcos Lacerda, “é natural e até saudável duvidar de si mesmo em certas ocasiões”.

“Se você nunca duvidar de si mesmo, é sinal de que o seu orgulho e a sua vaidade já tomaram conta da sua vida e você provavelmente é uma pessoa arrogante e insuportável.”

Como identificar se você tem a Síndrome do Impostor?

Analise as seguintes afirmações:

  1. Você nunca atribui o seu sucesso ou suas vitórias a você mesmo.
  2. Você sempre acha que os outros estão enganados quando lhe parabenizam por competências ou realizações.
  3. Você nunca acha que é realmente bom naquilo que faz, mesmo que os outros gostem do seu desempenho e resultados.
  4. Você vive com medo que os outros percam a imagem positiva que eles têm de você.
  5. Conquistas e sucesso são atribuídos a razões externas, nunca a você mesmo ou ao seu talento.
  6. Você tem a impressão de ser uma pessoa que enrola os outros o tempo todo.

Se você se identificou com a maior parte dessas características, provavelmente você sofre da Síndrome do Impostor.

Dicas para superar a Síndrome do Impostor

A maioria das pessoas certamente se identificou com as características acima. Se esse foi o seu caso, não se preocupe, pois você não está sozinho nessa.

Um artigo publicado pela BBC News Brasil mostrou vários casos de pessoas que tiveram que encarar grandes responsabilidades, mas que não se achavam capazes de realizá-las. Uma delas é a ex-primeira dama dos Estados Unidos, Michelle Obama.

Pelo peso de sua ocupação, Michelle sentia lá no fundo de si mesma que não merecia tal posição, mas graças à sua educação e sabedoria de vida, soube vencer a síndrome e hoje pode ajudar muitas pessoas que se sentem inferiores.

Além dela, uma pesquisadora chamada Kate Atkin, contou que estuda a Síndrome do Impostor e oferece oficinas sobre o assunto. Atkin sofreu com a síndrome no passado, por ser a única mulher em uma equipe de executivos do banco Barclays. Após ter enfrentado a situação, Atkin desenvolveu sugestões para superar a Síndrome do Impostor, as quais podem ser combinadas com as estratégias do psicólogo Marcos Lacerda e também com informações do Michael Page:

  • Fale sobre o assunto. Você vai se surpreender com pessoas que você acha inteligentes e que muitas vezes sentem a mesma coisa que você. Se possível, converse com alguém de sua confiança ou com um profissional.
  • Reconheça os seus sucessos. Não atribua suas conquistas à sorte, pois sem seu talento e suas habilidades, você não teria feito o que fez.
  • Aprenda com seu fracasso. Aceite que você não é tão competente quanto gostaria e que isso não é problema.
  • Não se compare com outras pessoas. Em vez disso, tente se comparar com quem você era no ano passado.
  • Faça uma lista dos elogios e das vitórias. Mesmo que você não ache justo os elogios que recebe, anote-os e coloque em um lugar onde você possa ver quando a síndrome estiver mais forte.
  • Seja mais compreensivo com você mesmo. O mesmo amparo e compreensão que você daria a um amigo, dê a você mesmo. Seja mais tolerante consigo, assim como é com quem gosta.
  • Faça o que precisa fazer. No início pode ser desconfortável e talvez você queira adiar, mas não desista. Conforme vai fazendo, sentirá orgulho de si e isso é muito importante para restaurar a sua autoimagem.
  • Crie um discurso único e confortável para si. É importante saber o que você diz, quando perguntam o que você faz, pois isso traz mais segurança para você como pessoa e profissional.
  • Continue estudando e aprendendo. Não importa qual o seu cargo, idade ou nível de escolaridade, para superar a Síndrome do Impostor é necessário ter humildade e aceitar que ninguém sabe tudo e que podemos aprender sempre.

Aceite os elogios

Dr. Marcos Lacerda também considera a Síndrome do Impostor como uma espécie de autossabotagem. No entanto, ele reforça que ninguém é perfeito, nunca será e nem precisa ser. Todos nós temos qualidades e defeitos, mas devemos parar de nos autossabotar e deixar de perder o que a vida tem de bom.

Devemos aprender a aceitar os feedbacks, mesmo que negativos. E quando receber elogios, simplesmente aceite e agradeça. Lembrando que, se os sentimentos de inferioridade forem constantes e não puderem ser superados com essas dicas, o mais recomendado é buscar um psicólogo ou psiquiatra para ver se não é algo mais grave.

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Formada em Administração de Empresas e apaixonada pela arte de escrever, criou o blog Metamorfose Ambulante e escreve para GreenMe desde 2018.
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