10 dicas de atividades para regular as emoções e lidar melhor com a pandemia

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Desde que o novo coronavírus foi descoberto, ainda em dezembro de 2019, e após o aparecimento da doença provocada por ele – a Covid-19 – o mundo vem passando por uma mudança drástica. Milhares de pessoas já morreram, famílias perderam parentes, a economia desabou e todos estão apreensivos sem saber quando tudo isso vai acabar e como será depois.

A pandemia modificou a rotina das pessoas, e afetou fortemente a saúde emocional de todos. Uma pesquisa feita pelo Instituto de Psicologia da Universidade do Estado Do Rio de Janeiro (Uerj) mostrou que os casos de depressão quase dobraram durante o isolamento, e houve aumento de 80% nos quadros de ansiedade e estresse.

Um outro estudo, feito por pesquisadores brasileiros e divulgado na Revista Brasileira de Psiquiatria, aponta que o medo exacerbado, que acontece em cenários de tragédias e pandemias, como a de agora, serve como gatilho para doenças psiquiátricas.

Pessoas saudáveis sofrem um aumento nos níveis de estresse e ansiedade e aquelas que já têm algum transtorno psiquiátrico pré-existente apresentam uma intensificação dos sintomas. O sistema imunológico também sofre uma baixa, o que pode favorecer o aparecimento de doenças, o sono é afetado e o organismo como um todo passa a manifestar sintomas físicos, como taquicardia, dores de cabeça, problemas de pele, entre outros.

Como enfrentar emocionalmente tudo isso?

O cenário não é bom. Porém as pessoas podem lidar com essa fase de modo mais tranquilo, utilizando-se de ferramentas para organizar as emoções e os pensamentos. É a hora, por exemplo, de investir naquele hobby que nunca coube na agenda, ou para começar a meditar.

Conheça abaixo algumas estratégias para manter um equilíbrio interior e promover uma melhor saúde mental:

Escreva

Você não precisa ser um aspirante a escritor para dedicar uma pequena parte do seu dia a essa tarefa tão benéfica. Escrever um diário ou mesmo anotar aleatoriamente pensamentos ajuda na tarefa de organizar as emoções e clarear as ideias. Um estudo feito por Laura A. King, pesquisadora da Universidade Metodista Meridional (EUA) mostrou que esse registro pode ajudar as pessoas a tomarem melhor consciência dos acontecimentos – especialmente os mais traumáticos – e lidarem melhor com o estresse. Escrever pode ainda treinar o cérebro, melhorando a capacidade de expressão e o vocabulário.

Fale sozinho

Uma dica pouco ortodoxa, mas que funciona muito bem para algumas pessoas. Se você não tem o hábito, tente deixar um pouco a vergonha de lado e tente conversar consigo mesmo. Da mesma forma que escrever, o ato de falar sozinho ajuda a organizar os pensamentos e emoções, além de acalmar e ajudar na busca por soluções. Pode funcionar ainda como um importante motivador e ser uma ótima maneira de sentir-se menos só, por mais paradoxal que pareça.

Aprenda coisas novas

Essa é a hora de fazer aquele curso que você tanto queria, ou investir em aprender uma nova habilidade. Aprender aumenta a capacidade de adaptação, o que é conhecido como neuroplasticidade. Não precisa, necessariamente, ser algo profissional, pode ser uma atividade de lazer, como tocar um instrumento ou fazer um prato mais elaborado para o almoço de domingo.

Medite

Os benefícios da meditação já estão mais que comprovados. E a prática não é nenhum bicho de sete de cabeças. Meditar acalmar a mente, o que é bem importante em um momento em que todos estão “pensando demais” sobre tudo que pode acontecer. Comece com poucos minutos, use meditação guiada, caso tenha dificuldade de concentrar-se sozinho, e escolha um local e um horário do dia que você consiga parar para meditar. Torne a meditação um hábito e veja sua concentração, criatividade, humor, memória e saúde melhorarem consideravelmente.

Converse com as pessoas

Mesmo em isolamento, é importante manter o contato com a família, os amigos, as pessoas do círculo de afeto. A tecnologia pode se uma ótima aliada nesse quesito. Utilize-a a seu favor. Converse por redes virtuais, faça uma chamada de vídeo. Não pare de ter contato com quem ama, mesmo que à distância. É importante e essencial. Pessoas precisam de pessoas. É uma questão de sobrevivência.

Faça coisas que gosta

Aqui vale listar as atividades que gosta mais e investir um tempo do dia – ou da semana – para fazê-las. Cozinhar, ler, jogar videogame, dançar. Não deixe de tirar um tempo para se dedicar a si mesmo.

Invista no autocuidado

Essa palavrinha mágica muito falada atualmente nada mais é do que ter um tempo para si. E aqui vale desde coisas estéticas – como fazer as unhas ou tomar um banho demorado e perfumado – a atividades prazerosas de outras espécies, como assistir filmes, organizar coisas ou fazer exercícios físicos.

Exercite-se

Esse é definitivamente um autocuidado que todos deveriam ter. A atividade física libera endorfina, o hormônio do bem-estar, e faz um bem incrível à saúde. Tem para todos os gostos: não precisa, necessariamente, levantar peso, se isso não te agrada. Pode ser um esporte, correr ou caminhar, começar uma aula de dança diferente ou praticar yoga. Você é quem escolhe.

Busque ajuda

Em alguns casos, caso o sofrimento seja muito grande, é necessário buscar auxílio profissional. Embora todas as atividades listadas aqui possam ser muito úteis, ela não funciona em todos os casos. Procurar apoio psicológico é essencial para todas as pessoas, mas principalmente às mais predispostas a doenças psíquicas, como depressão e ansiedade.

Saiba respeitar seus limites

Cada um deve buscar o que é melhor para si, mas é importante não se cobrar fazer todas as atividades que nunca conseguiu antes, ou ir atrás de uma produtividade irreal. Esse é o momento para se reconectar consigo mesmo, mas isso não pode ser uma tarefa árdua e cheia de metas. Não exija demais de si. É a hora de respirar fundo e olhar para dentro, muito mais do que de mergulhar em busca do inalcançável.

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Paulistana formada em Jornalismo pela Universidade de Santo Amaro, tem o blog Mamãe me Cria e escreve para GreenMe desde 2017.
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