Saiba como praticar o estoicismo, a arte de não sofrer

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O filósofo grego Epicteto, que viveu antes de cristo, portanto em uma realidade muito distante da que vivemos, disse uma vez que:

“Só há um caminho para a felicidade (que isso esteja presente no teu espírito dia e noite): é renunciar às coisas que não dependem da nossa vontade.”

Essa frase, por mais que possa parecer vazia e fútil, possui muita sabedoria. Epicteto não foi apenas um filósofo grego que passava o dia todo enrolado em um lençol bebendo vinho e filosofando sobre as dificuldades da vida. Epicteto escolheu a felicidade apesar de ter passado a maior parte da vida como escravo e sendo tratado com bastante crueldade.

Epicteto é um dos principais representantes da Filosofia Estoica, uma filosofia prática, objetiva e incrivelmente atual, angariando cada vez mais adeptos nos dias de hoje.

O ponto central do estoicismo é:

Como ser feliz em um mundo imprevisível? Por mais que nos esforcemos, nós não temos controle de tudo o que nos cerca. Não podemos controlar o que as pessoas nos dizem, a poluição do ar, a situação econômica mundial ou o horrível final de nossa série favorita. As coisas acontecem indiferente de nossa vontade.

É aí que entra uma outra frase do mesmo filósofo:

“O que importa não é o que acontece, mas como você reage.” 

Ou seja, a única coisa que podemos controlar de verdade são os nossos pensamentos e nossas ações, outras coisas estão alheias a nossa vontade. Um ensinamento que hoje nos é ensinado até por terapeutas.

É preciso diferenciar a experiência externa (o que está fora da nossa mente) da experiência interna (nossas reações e interpretações a experiência externa). Separar o que podemos controlar do que não podemos controlar para então gastarmos nossa energia apenas com o que podemos controlar.

Mas sabemos que não é tão simples lidar com a frustração. Na hora é normal sentir raiva, tristeza, decepção.  Esses sentimentos surgem através das nossas emoções, que os Estoicos classificam em 3 categorias:

  1. Emoções boas
  2. Emoções indiferentes
  3. Emoções ruins

Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, o Estoicismo não orienta ignorar as emoções ruins até elas desaparecerem do nada. A proposta aprender a lidar com elas. As emoções ruins vêm de uma opinião ou visão de algo ruim que aconteceu. Temos então que mudar essa opinião e transformá-la em positiva para gerar boas emoções.

“Em vez de tentar suprimir (essas emoções negativas), devemos confrontar as crenças que levam a elas, transformando-as em emoções saudáveis (emoções boas)”, explica o filósofo e psicoterapeuta escocês Donald Robertson.

Já as emoções indiferentes seriam reações emocionais involuntárias que dependem do temperamento da pessoa. Elas surgem como primeira reação aos acontecimentos antes mesmo de você pensar direito.

Mas atenção: A filosofia estóica não é conformismo. Não é é aceitar tudo e não fazer nada: devemos aceitar apenas o que está além do nosso controle e o que já a aconteceu, encarar de outra forma e lutar com todas as forças para mudar o que podemos, o que está ao nosso alcance.

Descobriu que está doente? Terminou um namoro? Perdeu o emprego? O bolo queimou. Isso já aconteceu. Foque agora e mudar o que você pode. Encare de frente e faça um tratamento com otimismo para a sua doença, tente esquecer o ex ou faça algo para reatar (mas sem se apegar a arrependimentos do que aconteceu), busque outro emprego que pode ser melhor pra você ou faça um curso de aperfeiçoamento, troque o bolo por um outro doce.

Enfim, faça o que for preciso para superar o que aconteceu. Você pode se surpreender com as coisas positivas que irá encontrar.

 

Fonte: refletirpararefletir

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Nascida e criada em São Paulo, é publicitária formada pela Faculdade Cásper Líbero e Master em Programação Neurolinguística. Trabalha como redatora publicitária, redatora de conteúdo e tradutora de inglês e espanhol. Apaixonada por animais e viagens, morou no Canadá e no Uruguai, e não dispensa uma oportunidade de conhecer novos lugares e culturas.
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