Inédito: Brasil tem mais desempregados do que pessoas empregadas

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Pela primeira vez o número de desempregados é maior que o número de pessoas empregadas no Brasil.

É o que aponta os dados divulgados pelo IBGE e fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), 49,5%, ou seja, menos da metade da população em idade para trabalhar (14 anos ou mais) está ocupada.

Essa porcentagem indica que apenas 85,9 milhões de pessoas estavam ocupadas durante o segundo trimestre de 2020, encerrado em maio. A pesquisa mostra que ocorreu uma queda de cinco pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, encerrado em fevereiro.

Segundo Adriana Beringuy, analista da Pnad Contínua, do IBGE, esse é o nível mais baixo desde os dados começaram a ser coletados em 2012:

“Pela primeira vez na série histórica da pesquisa o nível da ocupação ficou abaixo de 50%. Isso significa que menos da metade da população em idade de trabalhar está trabalhando. Isso nunca havia ocorrido na Pnad Contínua”.

Milhões de vagas perdidas

A pesquisa também constatou que houve uma perda de 7,8 milhões de vagas de empregos. Algumas atividades, como a indústria, teve queda de 1,23 milhão de postos de trabalho e a construção, queda de 1,08 milhões de vagas.

A taxa de desemprego no país foi de 12,9% no trimestre entre março e maio deste ano, atingindo 12,7 milhões de pessoas.

E os números devem ser ainda piores

O jornal Brasil247 ouviu alguns economistas que discordam dos números da Pnad, porque o IBGE considera desempregado somente quem está à procura trabalho e não encontra, desconsiderando aqueles que estão desempregados, mas não estão em busca de vaga, possivelmente porque já desistiram porque não encontraram.

Mas quem vai procurar emprego durante a quarentena? Ao que parece, está muito mais difícil. As empresas estão fechadas, fazendo home office, com empregados suspensos ou demitidos, com diminuição no quadro de funcionários ou com suas atividades encerradas, o que reduziu drasticamente o número de vagas disponíveis.

O jornal mostra que segundo cálculos da MCM Consultores, o desemprego teria atingido 20 milhões de pessoas e a taxa estaria em 18,9%, bem acima da porcentagem apontada pelo IBGE.

Rendimento médio

Outro dado apontado na pesquisa do IBGE foi a média de R$ 2.460,00 de rendimento mensal e habitual de todos os trabalhadores ocupados.

A pesquisa deixa claro o aprofundamento da crise econômica e a recessão que veio junto à pandemia do coronavírus e atingiu em cheio a renda e o emprego das pessoas, tanto dos formais quanto dos informais. Todos estão no mesmo barco e o cenário não é nem um pouco animador e a tendência é que fique pior quando o auxílio emergencial acabar.

Para maiores informações acesse AQUI o site do IBGE e AQUI o quadro demonstrativo da pesquisa.

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Juliane Isler, advogada, especialista em Gestão Ambiental, palestrante e atuante na Defesa dos Direitos da Mulher
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